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Descoberto o mistério do fantástico sentido de orientação das trutas

Descoberto o mistério do fantástico sentido de orientação das trutas

Depois de passarem três anos no mar, até 300 quilómetros de distância da sua casa, a truta-arco-íris  nada de volta para o seu habitat original, seguindo as correntes de água fresca até terra. Raramente se engana na direcção.

Há anos que os investigadores tentam descobrir o mistério deste fantástico sentido de orientação, que tem como pano de fundo várias características: uma fantástica visão e olfacto. Mas as trutas também parecem depender de campos magnéticos da Terra, que as levam para a direcção certa.

Agora, e pela primeira vez em qualquer animal, cientistas isolaram estes campos magnéticos no peixe que responde por esses campos. Este avanço pode ajudar os pesquisadores e perceber os sentidos magnéticos de várias espécies, incluindo dos pássaros.

“Achamos que esta descoberta vai mudar o jogo. Para estudar as células sensoriais magnéticas precisamos, primeiro, de os agarrar, e foi isso que conseguimos agora fazer”, explicou ao Huffington Post Green Michael Winklhofer, investigador da Ludwig Maximilians University, de Munique (Alemanha).

Pesquisas anteriores mostraram que muitas espécies de peixes – assim como peixes migratórios – têm a capacidade de detectar diferenças nas forças dos campos magnéticos, que variam em cada canto do globo.

Segundo os cientistas, a chave para esta capacidade está na magnetita, o mais magnético de todos os minerais e o qual encontraram incorporado no tecido das aves e peixes. Nos últimos anos, os investigadores conseguiram perceber que tecidos poderiam conter magnetita, mas nunca chegaram perto de isolar as células individuais que a continham.

Para o conseguirem, Winklhofer e os seus colaboradores colocaram a suspensão de células da truta-arco-íris debaixo de um microscópio que tinha um íman à volta do local da amostra. Assim, qualquer célula que tivesse partículas magnéticas deveria rodar lentamente com o íman, pensou a equipa.

Depois, testaram o mesmo método em tecidos isolados dos narizes dos peixes, que contêm magnetita. Em cada um dos tecidos olfactivos da truta encontraram entre uma e quatro células que rodaram com o campo magnético rotativo. A equipa transferiu então as células rotativas para lâminas de vidro individuais, para estudá-las uma vez mais debaixo do microscópio.

Em cada célula isolada, as partículas magnéticas estavam perto das membranas da célula, de acordo com o relatório publicado pela equipa de investigação no Proceedings of the Natural Academy of Sciences.

E, surpreendentemente, o magnestismo em cada célula era entre dezenas a centenas de vezes mais forte do que os cientistas pensavam. Isto sugere que o peixe pode detectar não apenas a direcção do Norte, tendo como base o magnetismo, mas também pequenas diferenças entre forças de campos magnéticos que podem dar mais detalhes precisos sobre a latitude e longitude.

“Precisamos de demonstrar que estas células são, na verdade, células sensoriais”, explica Michael Walker, da University of Auckland, Nova Zelândia. O próximo passo é recolher tecidos dos pombos para perceber onde os pássaros têm as células sensoriais magnéticas.

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