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Almada: associação recolhe gatos da rua e dá-lhes uma casa (com FOTOS)

Almada: associação recolhe gatos da rua e dá-lhes uma casa (com FOTOS)

Dizer que Lurdes Soares é apaixonada por gatos é pouco – ela é uma acérrima defensora de gatos. É também a presidente da associação Onde há Gato não há Rato, em Almada, que tem como missão esterilizar felinos errantes e recolocá-los nas suas colónias.

Manter os gatos esterilizados em colónias é uma mais-valia em qualquer lugar, mas sobretudo em zonas antigas onde proliferam os ratos. Os gatos controlam as pragas de ratos naturalmente, sem ter de se recorrer a químicos agressivos para o ambiente – “para além de que são animais encantadores”, diz inevitavelmente Lurdes.

Qualquer animal capturado pela associação passa por um mesmo processo: é desparasitado, interna e externamente, e depois esterilizado. Quando são encontrados animais abandonados ou meigos, então tem início a procura por um lar que os receba.

Antes de criar este projecto, Lurdes foi voluntária no Abrigo da Caparica, uma estrutura provisória com uma colónia de cerca de 30 gatos. Quando deixou o Abrigo, sentiu-se motivada a criar um grupo informal de apoio aos animais. Com a ajuda de alguns amigos, o projecto concretizou-se e acabou mesmo por se tornar numa associação.

“A nossa ideia era simples: esterilizar dois ou três animais por mês”, explica Lurdes ao Green Savers. Trata-se de controlar a proliferação de gatos vadios a viver em cidades.

O projecto começou por ser proposto à Câmara Municipal de Almada, de modo a conseguir esterilizações gratuitas, ideia que foi acolhida com satisfação. “Não queríamos ter um gatil porque não pretendemos ter animais em cativeiro – os felinos são feitos para estar em liberdade ou num lar”, defende Lurdes.

A associação conta com quatro famílias de acolhimento temporário, que acolhem os gatos até se encontrar um lar definitivo. Quanto à casa de Lurdes, transformou-se em abrigo de recuperação dos animais. “Quando um está recuperado, vou capturar outro”, diz ela. “Neste momento tenho bebés que foram encontrados em situação de risco – assim que atingirem os dois meses serão entregues para adopção.”

São 11 as pessoas envolvidas neste projecto, todas elas voluntárias. Actuam essencialmente no concelho de Almada mas, tendo possibilidade, ajudam animais onde quer que eles estejam.

Paciência, amor e confiança

A Onde há Gato não há Rato desenvolve dois projectos – Capturar, Esterilizar e Recolocar (CER) e Capturar, Esterilizar e Integrar em famílias (CEI). Este último tem muito que se lhe diga – qualquer pessoa pode contactar a associação para adoptar, mas não é a qualquer pessoa que será autorizada a fazê-lo.

É realizada uma entrevista, para perceber se os candidatos são os mais adequados. “Todos os nossos animais têm uma história triste de maus tractos e abandono. Alguns passaram fome, frio e muita dor”, explica Lurdes. “Foi com muita paciência e amor que conseguimos que voltem a confiar em humanos, por isso não os podemos decepcionar e entregar a maus adoptantes ou famílias negligentes que não os respeitem.”

A associação não entrega animais para serem entregues como prendas. “Muita gente fica zangada connosco e não compreende, mas um animal é um ser com alma e sentimentos, como é que podemos tratá-lo como peluche?”

Também há reticências em entregar os animais a famílias com crianças pequenas e em dar os gatinhos bebés – devido à forma como os mais pequenos muitas vezes os tratam e traumatizam (puxando o rabo e as orelhas, batendo, apertando) e porque os bebés facilmente se tornam indesejados. Lurdes explica: “Passado um tempo, os gatos bebés já estão na rua a serem abandonados, ou porque marcam o território ou porque têm o cio ou porque atrapalharam na saída para férias”.

Felizmente, há casos de sucesso. E a Onde há Gato não há Rato espera proporcionar muitos mais – portanto, se tem condições e vontade de ter um companheiro de estimação, não hesite.

Todas as pessoas se podem tornar úteis nesta causa, dando conta das colónias de gatos existentes na área do concelho de Almada – as únicas que são abrangidas pela bolsa de esterilização. Podem também contribuir com donativos monetários, comida ou areia.

Os interessados podem ainda tornar-se padrinhos/madrinhas de uma colónia, de modo a permitir a esterilização de mais animais até ao próximo cio, que será entre Maio e Junho.

“A base é sempre a mesma – a educação e o respeito pelos outros seres que connosco partilham o planeta”, acredita Lurdes, com a determinação de quem tem sete vidas para mudar o mundo.

Veja algumas das fotos de gatos recolhidos pela associação.

Quer ajudar a Onde há Gato não há Rato? Contacte Lurdes Soares através do email ondehagato@gmail.com ou do telefone 926313551

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