Por que não devemos largar balões nas festas?

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A largada de balões em casamentos, baptizados, eventos desportivos ou festas infantis é comum em muitos países, incluindo Portugal, mas ela pode ser altamente nefasta para o ambiente.

Segundo Umbra Fisk, a especialista em conselhos ambientais do site Grist e responsável pela secção Ask Umbra (“Pergunte a Umbra”, em português), a largada de balões é um erro ambiental. “Aqueles pequenos globos cheios de hélio parecem tão bonitos a flutuar no céu, mas eles não ficam muito tempo por lá. Mais cedo ou mais tarde, eles esvaziam e regressam à Terra onde se transformam em lixo”, explica Umbra.

Na verdade, é como se pegássemos em milhares de peças coloridas de latex e as atirássemos para o chão e para o Oceano em cada casamento, evento desportivo, festa infantil…

“Os amantes de balões poderão dizer-vos que eles são biodegradáveis. E é verdade, uma vez que eles são feitos de seiva da seringueira com uma mistura de alguns – poucos – químicos e pigmentos. E que, eventualmente, se irão desintegrar. Mas isto não acontece rapidamente, especialmente se os balões forem parar à água”, continua a especialista em ambiente.

Os balões demoram até seis meses a desintegrar-se, o que lhe dá muito tempo para prejudicarem o ambiente e, eventualmente, até serem ingeridos por aves marinhas. Isto sem falar nas fitas e outros pedaços de plástico que vão por vezes agarrados e que não são biodegradáveis.

Há relatos de balões viajarem até 2.000 quilómetros antes de aterrar. “Isto é perigoso porque os balões fazem muitos danos nos cursos de água e praias”, concluiu Umbra. Um exemplo: a Ocean Conservancy retirou das praias, num único ano, 93.913 pedaços de balão. É muito pseudo-alimento para milhões de animais.

Foto: Tijmen Kielen / Creative Commons

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