Degelo no Ártico está a acelerar

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No início de Setembro, com o Verão quase a terminar, é quando os efeitos do degelo, que se inicia todos os anos em Março, atingem o seu máximo. Segundo a NASA, este ano o Ártico reduziu a sua superfície gelada para 4, 14 milhões de km2, o segundo valor mais baixo desde que se realiza esta monitorização.

Desde que se começou a medir anualmente o degelo do Ártico, em 1979, só houve um ano em que a superfície gelada desta região diminuiu ainda mais. O recorde registou-se em 2012, quando a extensão de gelo do oceano ficou reduzida a 3,39 milhões de km2. De acordo com a NASA, durante os primeiros dez dias de Setembro, o Ártico perdeu 34.100 Km2 diários de gelo, um ritmo muito superior aos 21 mil km2, referentes à média registada entre 1981 e 2010.

Os altos níveis de degelo deste ano deixaram os especialistas que monitorizam o fenómeno do Centro Nacional de Dados sobre a Neve e Gelo, da Universidade do Colorado, nos EUA, e da NASA surpreendidos, já que durante este Verão as condições atmosféricas sobre o Pólo Norte, com céu muito nublado e temperaturas baixas, pareciam não favorecer a descongelação das superfícies geladas do oceano. Uma explicação para esta aparente contradição poderá ser, segundo os especialistas da Universidade do Colorado, os ciclones que cruzaram esta região, cujos ventos fortes terão arrastado correntes quentes do oceano mais para norte.

Segundo o movimento ambientalista Greenpeace, por uma razão ou por outra “enfrentamos a possibilidade real de que o gelo de Verão do Ártico desapareça ao longo das próximas décadas e tal será não só catastrófico para a biodiversidade marinha, como para os próprios seres humanos”.

Recorde-se que as extensas superfícies de gelo, sobretudo do oceano Ártico, refletem a luz solar e têm um papel fundamental na regulação da temperatura do planeta.

Foto: Javi Parri / Creative Commons 

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