planeta

,”. Numa coincidência insólita, o entusiasmo destes cientistas não está propriamente neste corpo celeste, sem grandes motivos de referência, mas sim no método usado ao longo desta investigação, que poderá ter um elevado impacto em investigações futuras.

O planeta agora descoberto está localizado a cerca de 13.680 milhões de quilómetros da Terra e só foi possível alcançá-lo graças ao inovador método de detecção desenvolvido por David Gerdes, físico e astrónomo da Universidade de Michigan, EUA. Um potente telescópio instalado nos Andes chilenos foi igualmente determinante para este feito histórico.

O método desenvolvido por David Gerdes baseia-se na observação foto por foto das potentíssimas imagens captadas pela máquina desenvolvida para criar mapas de galáxias distantes, a Dark Energy Camera. “As galáxias e estrelas são tão distantes que não é possível registrar os seus movimentos em imagens de máquina. No entanto, os corpos celestes do Sistema Solar mudam um pouco a sua posição com o passar do tempo”, explicou Gerdes à estação de rádio NPR. Só assim foi possível detectar as mais pequenas diferenças na posição dos corpos celestes e calcular a sua órbita.

Mas Gerdes não quer ficar por aqui, com o Planeta 9 a ser o grande objectivo do seu trabalho cientifico. Há alguns meses atrás, cientistas californianos publicaram um estudo científico defendendo a existência de um enorme planeta, com tamanho 10 vezes superior à Terra, que estaria situado na área por trás da órbita de Plutão. Desde então o apelidado planeta 9 tem despertado a imensa curiosidade da comunidade científica.

Gerdes não é excepção, estruturando ao máximo o seu trabalho futuro nesta alucinante procura. “Temos boas oportunidades de encontrá-lo. Seria a descoberta astronómica mais importante da nossa geração. A caça está em pleno andamento”, assegurou Gerdes.

Foto: I4UNews

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