Austrália volta atrás na decisão de proibir corridas de galgos

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Num imenso retrocesso da defesa dos direitos dos animais, o governo local de Nova Gales do Sul, na Austrália, voltou atrás na decisão de proibir as corridas de cães galgos no estado.

A proibição desta prática tinha já sido aprovada na sequência de uma investigação jornalística levada a cabo pela ABC TV, em 2015, que expunha provas inequívocas de crueldade nesta indústria. Na altura, a reportagem mostrava porcos, gambás e coelhos a serem perseguidos e mortos por cães galgos, durante os treinos para as corridas.

Como consequência da notícia da ABC TV, o governo local abriu um inquérito, tendo apurado que nos últimos 12 ano mais de 68 mil cães considerados não competitivos tinham sido assassinados. Descobriram ainda que usar iscas de animais para atiçar os cães era prática comum para 20% dos treinadores. Como consequência, alguns “treinadores” foram suspensos, outros proibidos de participar novamente nesta indústria e apenas uma ínfima minoria foi levada à barra dos tribunais por crueldade animal.

Mesmo tendo conhecimento destes dados, as autoridades locais de Nova Gales cedem assim às pressões dos organizadores dessa disputa e apostadores. Para já as autoridades vão avançar apenas com algumas reformas reguladoras desta actividade, como penas mais pesadas contra a crueldade animal.

Foto: Occupy for animals

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