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Em parceria com a Universidade de Tóquio, a startup ALE quer produzir chuvas de “meteoros” a partir de satélites miniatura. A ideia é desencadear esse espectáculo estelar por encomenda, para animar festas.

Na verdade, o trânsito que os satélites vão desencadear no céu não é de verdadeiros meteoros, mas de esferas compostas por uma fórmula químicas e que disparadas a grande velocidade – estimada em oito Km por segundo – se incendeiam quando entram na atmosfera.

Lena Okajima, CEO da ALE, está muito entusiasmada com o projecto. A ideia é produzir “meteoros” em cores diferentes e encantar a clientela mais exigente. A questão é que esta espécie de pirotecnia tem um custo astronómico, estimado em 8,1 mil dólares por “estrela cadente”.

O mais interessante é que esta técnica poderá ser uma boa oportunidade para os cientistas estudarem uma região de difícil acesso da atmosfera, uma área que é muito alta para balões, mas baixa para satélites e que se estima que seja aquela em que os meteoros artificiais se incendeiam. Se os investigadores souberem exatamente onde e quando as esferas ardem, conseguirão analisar aspectos como a densidade e a temperatura daquela camada atmosférica, que dista cerca de 60 km da superfície terrestre.

Foto: Nathaniel Reinhart / Creative Commons 

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