Portuguesas criam indicador que mostra quais os municípios que reciclam melhor

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Investigadoras da Universidade Nova de Lisboa criaram um indicador que revela com clareza quais os municípios que têm melhores práticas ao nível da reciclagem. Vencedora do prémio Pordata Inovação, esta ferramenta tem potencial para ser exportada.

A tabela que Ana Pires e Graça Martinho, investigadoras da Universidade Nova de Lisboa, criaram não dá uma imagem muito lisonjeira de Portugal. Apesar de reconhecerem que o país teve, desde o início do século, uma grande evolução, as autoras deste novo indicador reconhecem que ainda há um longo caminho a percorrer quanto à adopção dos métodos mais adequados de reciclagem para o meio ambiente.

Lisboa e Porto estão no fundo da tabela vencedora do prémio Pordata Inovação na categoria de originais. A capital figura em 163 e o Porto em 156 num ranking onde os municípios que mais se destacam são os de pequena dimensão que mais investiram em tecnologia.

Os dados dos vários municípios eram analisados, até surgir esta tabela, de forma independente. Mas este novo índice permite comparar métodos e resultados a uma escala nacional, algo que as investigadoras acreditam possa constituir uma solução atractiva para outros países da União Europeia, comprometidos com as metas ambientais.

Até 2020, Portugal terá de reutilizar e reciclar pelo menos 50% dos resíduos que produz, o que significa um grande aumento face aos 29% de 2014 (últimos dados disponíveis). A reciclagem é a opção de gestão de resíduos mais aconselhável, pois é a única que permite reinseri-los no mercado, fortalecendo a economia circular. Ana Pires explicou, em entrevista ao Expresso, que os resultados de Portugal só não são melhores porque as tecnologias para reciclagem de resíduos ainda são muito caras.

A investigadora acrescentou ainda que criar estratégias de reutilização e de reciclagem de materiais é um passo importante para a independência nacional: “A Europa está com escassez de recursos de matéria-prima, mas pode ir aos resíduos busca-los. É preciso inseri-los de novo na economia”, defendeu.

Foto: Igui Ecologia

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