sementes

Em plena ilha do Faial, Açores, há um pequeno oásis na conservação das sementes das árvores, arbustos e plantas. A trabalhar neste projecto há 13 anos, o Banco de Sementes dos Açores já conservou oito milhões de sementes, de 60 espécies e subespécies das noves ilhas açorianas, algumas em risco de extinção.

Criado em 2003 no Jardim Botânico do Faial, o Banco de Sementes dos Açores tem como objectivo recolher e manter de “boa saúde” uma vasta colecção de sementes que podem ser encontradas nos Açores, dando especial atenção às mais ameaçadas.

Um dos casos de sucesso é a Myosotis azorica, uma semente que apena se desenvolve nas ilhas das Flores e do Corvo, tendo por isso “populações muito pequeninas”, mas que graças ao trabalho do Banco de Sementes tem sido possível manter.

E como esta espécie, muitos são os casos de sucesso desta instituição. Um trabalho de conservação desenvolvido ao longo de anos, com as sementes a serem mantidas durante longas temporadas a baixas temperaturas, num congelador. Depois de devidamente acondicionadas, a equipa do Bando de Sementes realiza testes laboratoriais regulares para perceber a viabilidade das sementes recolhidas. Se o resultado for positivo, as sementes viáveis são então transferidas para os viveiros para, mais tarde, serem devolvidas ao seu habitat natural.

Com uma área que ascende os 8000 m², o Jardim Botânico do Faial desempenha um importante papel na conservação de espécies endémicas da ilha. Lado a lado, está o contributo do Banco de Sementes, uma vez que todo o trabalho ali desenvolvido serve para “conhecer mais a biologia das plantas, saber quanto tempo a semente pode ser conservada, que condições precisa”, explica Violeta Olivan, responsável do projecto. “Cada planta é um mundo”, conclui.

Foto: via Creative Commons

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