Acção ambiental dos países pouco avançou desde acordo de Paris

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Desde o Acordo de Paris, adoptado no final de 2015, os Estados “fizeram poucos progressos” ambientais. Estas são as conclusões do relatório divulgado em Marraquexe durante a última cimeira da ONU sobre o clima.

O balanço feito durante a última cimeira do clima da ONU realizada há dias em Marraquexe não é animador. As medidas atualmente aplicadas em todo o mundo contra as emissões de gases poluentes para a atmosfera conduzem a um aquecimento do planeta de 3,6 graus, longe do limite dos 2º ou 1,5º que a comunidade internacional fixou, frisou o relatório divulgado durante o evento.

“Seria necessário, para reforçar a acção climática, encontrar o apoio político e a energia que presidiram à adoção do acordo de Paris”, comentaram na ocasião diversos investigadores.

A eleição de Donald Trump para presidente do EUA suscitou, entretanto, preocupações por parte das entidades que estão empenhadas na reversão dos níveis de poluição do planeta. “Se o futuro Presidente, Donald Trump, abandonar as atuais medidas, como ameaçou fazer, estimamos que até 2030, as emissões [de gases] norte-americanas estarão ao mesmo nível que hoje”, afirmou publicamente o investigador Niklas Höhne.

“Com tudo isso, deveríamos conseguir atravessar as turbulências criadas pela chegada de um cético em relação a questões climáticas à Casa Branca, desde que os dirigentes mundiais mantenham o seu compromisso de agir”, defendeu.

Foto: Pedro Ferreira 

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