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Um estudo levado a efeito pelas escolas de negócios das Universidade de Ohio e Austin (EUA) revela que os consumidores são sensíveis à ética ma non troppo. Embora a revelação das práticas obscuras de certas marcas os impressione, quando confrontados com padrões éticos exigentes nem sempre reagem de forma positiva.

As atitudes individuais dos consumidores nem sempre combinam de forma coerente com os padrões morais e éticos aparentemente aceites por todos. Se é verdade que o consumidor em geral desaprova a compra de produtos que são fabricados, por exemplo, com recurso à mão-de-obra escrava, ou a testes feitos em animais, na prática o que acontece é que na generalidade dos casos não se esforça por investigar a origem do que adquire.

Um estudo desenvolvido pelas escolas de negócios das universidades de Ohio e Austin mostra que em regra as pessoas procuram manter-se na ignorância para adormecer as suas consciências. E pior: não sentem grande empatia pelos consumidores éticos, que se dão ao trabalho de se informar sobre o que consomem.

No estudo desenvolvido pelas universidades americanas esse perfil de consumidor foi classificado por um grupo de jovens inquiridos como “raro e aborrecido”. Com base nesta informação, faz sentido perguntar: A ética vende? A aposta de muitas empresas nos valores éticos parece demonstrar que sim, mas em rigor ainda se desconhece o seu impacto real ao nível de vendas. Pelo sim, pelo não e porque a reputação nunca foi tão importante como hoje para as empresas, a responsabilidade social e ambiental corporativa é um caminho que não tem retorno.

Foto: El mundo 

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