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De 2015 para 2016 Portugal subiu sete posições no índice do Climate Change Performance Index, e está entre os dez mais industrializados com melhor desempenho no que diz respeito à aplicação das políticas ligadas às alterações climáticas.

Apresentado hoje na 22.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas a acontecer por estes dias em Marraquexe, Marrocos, o índice do Climate Change Performance Index (CCPI) coloca Portugal em 11º lugar, mas que na prática pode ser visto como um 8º, já que os três primeiros lugares não foram preenchidos.

Organizado pela ong ambiental GermanWatch e pela Rede Europeia de Acção Climática, este índice analisa o desempenho de 58 países que, em conjunto, contribuem para mais de 90% das emissões de dióxido de carbono ligadas à energia. O objectivo deste ranking é também aumentar a pressão política e social, alertando assim os países que não têm cumprido as directrizes no que toca às alterações climáticas.

O processo de análise é bastante simples. São analisados indicadores objectivos, com 80% da avaliação centrada em indicadores de emissões, eficiência energética e recurso a energias renováveis. Os restantes 20% ficaram a cabo das avaliações feitas por peritos ambientais de várias associações de cada país.

Mas que medidas tomou o nosso país para subir vários rankings apenas no espaço de um ano?  “As emissões nacionais e as emissões per capita (por habitante) mantiveram-se quase ao mesmo nível face a 2016; já as emissões do tráfego rodoviário apresentaram uma melhoria, o que se deve à redução do consumo em 2014, devido ao aumento dos preços dos combustíveis. Ao nível da produção de electricidade e calor, houve uma ligeira penalização, pelo peso que o uso de carvão ainda representa neste sector”, avança a Quercus.

Para esta associação ambiental, no que diz respeito às energias renováveis, verificou-se também uma melhoria significativa pelo maior peso destas no consumo de energia primária. Houve, no entanto, uma penalização pelo desinvestimento nesta área, face ao crescimento que se verificava em 2016.

Para além destas medidas, também a rápida ratificação do Acordo de Paris por Portugal teve grande peso para esta subida na lista da boa aplicação de políticas climáticas.

Em 4ª lugar da lista, 1º deste índice já que os três primeiros lugares ficaram por preencher, surge a França, país que conduziu a diplomacia que acabaria por levar à criação do acordo de Paris. A Suécia e o Reino Unido completam o top 3 do índice do Climate Change Performance Index.

 Foto: via Creative Commons 

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