Está farto da Terra? Que tal experimentar viver em Marte?

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Está farto de planeta Terra? Já não aguenta os problemas sociais que diariamente corroem as relações entre Homens? Se é o seu caso, saiba que a solução pode não estar em largar tudo para ir viver para Marte. Pelo menos é o que defende um artigo agora publicado na revista Nature.

Para os autores deste artigo, a fuga da humanidade para o planeta vermelho não a vai impedir de lidar com os problemas sociais que geram contradições entre os interesses dos países, por um lado, e de quem lá vivem e das corporações que os patrocinam.

São várias os empresários que nos últimos tempos têm apresentado soluções mais ou menos fantasiosas com planos para uma colonização de Marte. Uma das personagens mais mediáticas neste contexto é Elon MusK, CEO da Space X. Revelados em Setembro, os planos do dono da Tesla incluem a criação de um imenso foguete e de uma potente frota composta por milhares de naves interplanetárias, que transportaria cerca de um milhão de pessoas para Marte, até ao final deste século.

A ideia do projecto está assente na imagem de uma sociedade a viver num planeta distante, com capacidade para satisfazer as suas necessidades, sem depender da Terra (ou de qualquer outro planeta…) para sobreviver.

Ora, o artigo publicado na revista Nature vem deitar por terra esta ideia, defendendo ser pouco provável a criação de comunidades autónomas a viver em Marte ou na Lua. Os motivos? Factores económicos, socias e financeiros. Para os autores, tal projecto implicaria necessariamente um avultado investimento económico, de privados, e isso quase sempre implica contrapartidas. Segundo o artigo, os investidores iriam exigir a participação dos habitantes na exploração das riquezas naturais de Marte, situação que eventualmente provocaria a divisão do planeta vermelho em zonas económicas exclusivas para os investidores e outras só para colonos. Na óptica dos autores isto privaria os habitantes da autonomia e liberdade, um dos motivos que os tinha levado a deixar tudo para trás para partir para Marte.

Os autores do artigo concluem assim que a construção de colónias independentes em Marte e na Lua não passa de uma fantasia, estando bastante longe de se tornar uma realidade.

Foto: via Creative Commons 

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