Oceano Ártico está 20ºC mais quente do que o normal para esta altura do ano

o que se passa com as temperaturas nesta região do planeta?

Estamos a meio de Novembro e por esta altura a temperatura no Pólo Norte devia estar já a desenhar uma curva descendente nos gráficos meteorológicos. Não é isso que está a acontecer, aliás a temperatura na zona está mesmo a subir. Mas o que pode estar a causar esta situação atípica?

A resposta pode estar numa massa de ar quente que está a impedir a formação de gelo no Oceano Ártico. Numa altura em que pelo calendário a região devia estar a registar as temperaturas mais baixas do ano, o calor que se sente está a impedir a formação das camadas de gelo.

Em termos numéricos é possível verificar que o Ártico está 20ºC mais quente. Mas não é tudo. A extensão da camada de gelo no Oceano Ártico está igualmente em mínimos históricos e as águas estão a congelar muito mais lentamente.

Na sua conta de Twitter, o investigador da Universidade da Califórnia Zack Labe, publicou um gráfico com a temperatura da região desde o início deste ano até ao momento. Na imagem é possível observar uma linha vermelha que “segue na direcção errada”, num movimento ascendente. Uns pontos abaixo podemos ver uma linha verde, que representa a temperatura expectável para esta altura.

Para Jennifer Francis, da Universidade Rutgers em New Jersey, “o aquecimento do Ártico é resultado da combinação de uma extensão de gelo muito baixa, a níveis recorde para esta altura do ano, que torna, provavelmente, o gelo muito fino, com muito ar quente e húmido que vem de latitudes mais baixas”, explica ao jornal The Washington Post.

Opinião partilhada por mais especialistas na área, que defendem que a corrente que leva grandes massas de ar quente para a região polar tem aumentado à medida que a própria temperatura polar também aumenta. Para todos a situação é preocupante, mas para já poderá ser atribuída a esta massa de ar.

Jack Labe, por seu lado, continua convicto que este aumento representa um padrão pouco comum com consequências imprevisíveis, mas nunca positivas.

 Foto: Danish Meteorological Institute e Creative Commons 

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