Má qualidade do ar em Portugal causou a morte prematura de 6700 pessoas em 2013

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Foi hoje divulgado um relatório sobre a qualidade do ar da Agência Europeia do Ambiente (EEA) que revela que só em 2013, 6640 pessoas morreram prematuramente pela exposição a partículas finas PM2.5, a ozono e a dióxido de azoto no nosso país.

Mas há mais dados preocupantes para Portugal: quando comparamos os níveis de ozono, verificamos que o valor estimando para Portugal é dos mais elevados no contexto da EU-28. Assim, analisando os dados da EEA conclui-se que as partículas finas associam-se a 6.070 mortes, o ozono a 420 e o dióxido de azoto a 150.

Numa perspectiva global europeia os dados são igualmente alarmantes: o número de mortes atribuídos a poluentes atingiu 520.000 em 2013, sendo 436.000 relacionadas com as partículas finas. A Alemanha surge em primeiro lugar da lista com 73.400 óbitos directamente ligados às concentrações partículas finas, com a Itália a surgir logo de seguida com 66.630 mortes prematuras como consequência da poluição do ar.

No documento da EEA são ainda divulgados dados de 2013 recolhidos nos países da EU, onde são analisadas as concentrações de partículas inaláveis PM10 e PM2.5, ozono e dióxido de azoto, poluentes que podem causar problemas de saúde, cardíacos, respiratórios e cancro.

No caso português o único local apontado como estando muito acima dos limites de concentração definidos pela EU, neste caso referente ao dióxido de azoto foi a Avenida da Liberdade, bem no coração de Lisboa.

Já em 2014, cerca de 85% da população urbana da UE estava exposta a partículas finas em níveis prejudiciais para a saúde, nomeadamente doenças cardiovasculares, asma e cancro do pulmão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos últimos anos tem havido um esforço por parte dos países europeus para reduzir as emissões PM2.5, ligadas à queima de carvão e biomassa. Para Hans Bruyninckx, director executivo da EEA é um passo importante, mas “não o suficiente para evitar inaceitáveis efeitos” na saúde humana e no ambiente.

E como combater as causas da poluição do ar pela Europa? Para o responsável da EEA o futuro passa obrigatoriamente por uma “transformação fundamental e inovadora na mobilidade, energia e sistemas de alimentação.”

Foto: via Creative Commons 

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