azeitonas

A boa nova é avançada por uma equipa de investigação de Biologia Interactiva de Sistemas, Metabólica e Cancro da Universidade de Barcelona, depois de descobrir que a pele das azeitonas tem um poder notório na redução de tumores intestinais.

Distinguido na passada semana com o prémio do Conselho Social e Fundação Bosch e Gimpera (FBG), a investigação é ainda mais relevante uma vez que como objecto de estudo estes cientistas usam uma parte da azeitona até agora ignorada. O objectivo passa por usar estas partes “menos nobres” e transformá-las em suplemento alimentar para os doentes com tendência para desenvolver pólipos intestinais no cólon e no reto.

Elaborado a partir das sobras das azeitonas resultantes da produção de azeite, este suplemento com origem natural tem o potencial para reduzir os tumores intestinais. Como extra, esta é também uma forma de aproveitar os resíduos da indústria alimentar, tornando-os em algo com novo valor.

Para a responsável do estudo da Universidade de Barcelona, Marta Cascante, o produto desta investigação poderá ser uma importante ferramenta para as pessoas que sofrem desta doença, que tantas vezes acompanha os doentes ao longo de toda a vida.

Neste momento estão ainda a ser feitos laboratoriais, mas os resultados são encorajadores, já que depois de administrado o composto de peles de azeitona ao longo de seis semanas se comprovou uma redução dos pólipos intestinais na ordem dos 45%.

Foto: Cauê Motta / Creative Commons 

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