Lista de Património Mundial em risco não pára de aumentar

tombuctu

A lista do património mundial em perigo já compreende 55 locais segundo a UNESCO. Os conflitos na Síria e no Iraque foram os que mais contribuíram, nos últimos anos, para o aumento desta lista negra.

São 55 locais de um total de 1.052 que em todo o mundo estão classificados como património mundial da humanidade. Segundo a Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) os locais em risco podem estar em situação de “perigo certo”, quando existem ameaças iminentes específicas e estabelecidas, ou de “perigo potencial”, quando estão perante com ameaças que podem ter efeitos prejudiciais.

Os conflitos armados e a guerra, sismos e outras catástrofes naturais são as principais ameaças para os locais considerados património mundial. A estes, acrescentam-se a poluição, caça furtiva, urbanização selvagem e desenvolvimento descontrolado do turismo.

Na 40.ª sessão, em Julho passado na Turquia, a Comissão do Património Mundial classificou como “em perigo” locais no Mali tão importantes como o Túmulo dos Askia (2012); Tombuctu (2012) e as cidades antigas de Djenné (2016). Mas dela constam muitos outros locais: o Afeganistão, com os seus vestígios arqueológicos de Djam (2002) e o vale de Bamiyan (2003); Iraque, onde Assur (2003), antiga capital da Assíria; Hatra (2015) e a cidade arqueológica de Samarra (2003) estão ameaçadas e Jerusalém –  parte antiga da cidade e muralhas (1982), só para citar alguns exemplos.

A Síria, com a sua interminável guerra civil está a destruir paulatinamente o seu património. É o caso das cidades antigas de Alepo (2013); Bosra (2013) e Damasco (2013); Crac dos Cavaleiros e Qalaat Salah el-din (2013); Palmyra (2013) e Cidades antigas do Norte (2013).

A inscrição de um local na lista do património mundial em perigo permite à Comissão afectar imediatamente assistência no âmbito do Fundo do Património Mundial, alerta a comunidade internacional, que se pode mobilizar para salvar o local, e permite aos especialistas de conservação responder eficazmente a necessidades específicas.

Foto: mhdbarro / via Creative Commons

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