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Demora cerca de cinco dias a fazer uma viagem de mais de cinco mil quilómetros entre a Islândia e o Arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau. O maçarico-galego, monitorizado por uma equipa internacional de biólogos, deixou a comunidade científica boquiaberta.

O impressionante voo desta ave limícola foi alvo de um artigo na mais recente edição da Scientific Reports. Pela primeira vez monitorizado através de um geolocalizador, o maçarico-galego revelou uma resistência extraordinária ao deslocar-se sem paragens entre a Islândia e a Guiné-Bissau.

Ao todo foram dez as aves sujeitas a esta monitorização. Foi-lhes colocado o equipamento nas patas e um ano depois sete regressaram ao local de partida. No entretanto foi possível à equipa internacional de biólogos que realizou a experiência, da qual faz parte o português José Alves, perceber que estas aves conseguem fazer este voo contínuo durante cinco dias, preferencialmente sobrevoando o oceano.

José Alves, do Centro de Estudos do Ambiente e Mar e do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro referiu ao jornal Público que o maçarico-galego é visto em Portugal sobretudo como migrador de passagem, em Abril, Maio e Agosto, mas que alguns já passam todo o Inverno no sul do país, particularmente em zonas como a Ria Formosa e o estuário do Sado.

Foto: António Guerra / Creative Commons 

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