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Na conferência internacional que se realizou há dias em Abu Dhabi representantes de 40 países comprometeram-se a criar um fundo financeiro e uma rede de refúgios para proteger o património em perigo em zonas de conflito. Este compromisso foi firmado através da “Declaração de Abu Dhabi”.

Adotada por consenso na conferência convocada após as destruições cometidas pelos extremistas no Iraque, Síria, Mali e Afeganistão nos últimos anos, a “Declaração de Abu Dhabi” estabelece objetivos ambiciosos.

“A constituição de um fundo internacional para a proteção do património cultural em perigo em período de conflito armado” algo que “permitiria financiar ações de prevenção ou de urgência, lutar contra o tráfico ilegal de bens culturais, assim como participar da restauração de bens culturais danificados”, é uma das intenções enunciadas na declaração comum.

O outro objetivo, igualmente importante é “a criação de uma rede internacional de refúgios para proteger de forma temporária os bens culturais em perigo devido a conflitos armados ou terrorismo em países limítrofes, ou, em último recurso, noutros países, de acordo com as leis internacionais e a pedido dos governos afetados” – lê-se no documento.

Esta declaração foi adotada por consenso na presença do presidente francês, François Hollande, do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed ben Zayed al Nahyan, e da diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

Foto: Strüby Patric / Creative Commons 

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