Turismo na Antárctida está a colocar em risco pinguins

Cerca de 10.000 pessoas viajam todos os anos até à Antárctida, para turismo ou investigação, e trazem algo mais do que câmaras fotográficas. Segundo uma equipa de cientistas liderada por Wray Grimaldi, da Universidade de Otago em Dunedin, Nova Zelândia, foram encontrados vários agentes infecciosos nos pinguins – bactérias como a salmonela e E.Coli, virus como o do Nilo do Oeste ou o Avipoxvirus têm sido encontradas em pinguins em cativeiro desde 1947 – o que está a pôr em causa a frágil biodiversidade local.

“Os efeitos do crescimento da indústria do turismo e a presença de pesquisadores terá consequências. Os pinguins são altamente susceptíveis a doenças infecciosas”, explica Grimaldi.

A cientista explica que surtos destas bactérias e virus têm morto milhares de pinguins ao longo dos anos. As botas dos turistas e investigadores são um dos vectores principais desta transmissão.

Outra teoria para este facto coloca nos animais migrantes a causa destes surtos, uma vez que o clima mais ameno têm atraído biodiversidade nunca antes vista nesta região.

Foto: David Stanley / Creative Commons

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