Guiné-Bissau: 40 aldeias abandonam prática de mutilação genital feminina

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Quarenta aldeias do sul da Guiné-Bissau vão avançar com o abandono definitivo da prática de mutilação genital feminina. O anúncio foi feito hoje por Fatumata Djau Baldé, presidente do Comité para o abandono de práticas nefastas à saúde da mulher e criança.

Fatumata Bald está a encarar a notícia com satisfação, por acreditar que “pouco a pouco, as comunidades começam a perceber que a mutilação genital feminina é uma prática nociva à saúde da mulher e das raparigas.” A medida ganha ainda maior simbolismo, já que as 40 aldeias que vão avançar com o abandono desta prática são localidades com acentuada presença de costumes islâmicos.

Mas nem todos estão a receber a notícia de forma positiva. Rachide Djaló, líder religioso de da vila de Quebo, veio já anunciar que vai avançar com uma campanha de recolha de assinaturas para pedir ao Parlamento que anule a lei que proíbe a mutilação genital feminina.

Em Junho de 2011, o parlamento guineense aprovou a criminalização desta prática, mas até ao momento foram raras as autoras de excisão levadas à barra dos tribunais. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que 50% das raparigas e mulheres da Guiné-Bissau foram submetidas a mutilação genital feminina.

Foto: Kambou Sia /AFP

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