530 milhões de crianças vivem em locais com conflitos ou catástrofes

unicef

O número agora divulgado é arrepiante: perto de 535 milhões de crianças vivem em países afectados por conflitos ou catástrofes naturais. Os dados são da Unicef e indicam que quase uma em quatro crianças está a viver num local onde o acesso a cuidados médicos, educação de qualidade, nutrição e protecção adequada lhe estão negados.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) do total de crianças que vive em países afectados por situações de emergência, 393 milhões está na Africa Subsaariana, seguidos do Médio Oriente e do Norte de África.

O número crescente de conflitos, catástrofes naturais e as consequências das alterações climáticas estão a obrigar as crianças a abandonar os locais que lhes são familiares, ficando altamente expostas a doenças, violência e exploração.

Uma das situações mais preocupantes é a Síria, onde a escalada de violência provocou que o número de crianças forçadas a permanecer em zonas de risco, e sob cerco, tenha duplicado em menos de um ano. Dados da Unicef mostram que cerca de 500.000 crianças vivem actualmente em 16 zonas sob cerco no país, sem acesso a ajuda humanitária sustentada e serviços básicos.

Nigéria, Iémen, Afeganistão, Sudão e Haiti surgem igualmente neste alerta da Unicef. No nordeste da Nigéria mais de um milhão de crianças estão deslocadas; no Afeganistão metade das crianças em idade escolar primária não tem acesso à educação; no Iémen perto de dez milhões de crianças estão a viver em zonas de conflito e no Haiti, como consequência do furacão Matthew, mais de 90 mil crianças com menos de cinco anos não teve ainda acesso à tão necessária assistência.

Muitos foram os progressos alcançados pela Unicef nas últimas décadas no cuidado com as crianças a nível mundial, mas os dados agora conhecidos ameaçam deitar por terra todo o trabalho dos últimos anos.

O documento oficial com estes dados será tornado público no próximo domingo, 11 de Dezembro, dia em que se celebram os 70 anos de trabalho sem interrupção desta instituição a levar ajuda vital, apoio a longo prazo e esperança a crianças nos locais mais difíceis do mundo.

Foto: Al- Issa / Unicef Facebook 

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