Membranas biodegradáveis substituem garrafas

Uma membrana orgânica biodegradável, que consegue armazenar água, foi criada em Londres por três estudantes de design industrial. O objectivo é diminuir o uso de garrafas descartáveis.

Chamada de Ooho, a bolha é criada por um processo de “esferificação”, a mesma técnica popularizada pelo chef espanhol Ferran Adriá, que tornou célebre o restaurante elBulli, em Barcelona. Através deste método, o líquido é moldado em forma de esferas, que geram uma membrana dupla, protegendo a água e a mão de quem a está a beber.

A estrutura é composta por algas e cloreto de cálcio, que criam um gel ao redor da água.

Enquanto o invólucro é criado, a água está em estado sólido – como se estivesse congelada -, sendo possível, assim, gerar uma esfera maior, que mantém os ingredientes na membrana e separados da água.

De acordo com o criador da membrana, o objectivo é diminuir o uso de garrafas descartáveis pela sociedade. “Oitenta por cento das garrafas que usamos e deitamos fora não são recicladas. Esse consumismo reflecte a sociedade na qual vivemos”, afirma Rodrigo Garcia González, que desenvolveu a Ooho com seus colegas de faculdade, Pierre Paslier e Guillaume Couche.

Garcia afirma também que, além de ser ecologicamente correcta, a “bolha” irá reduzir custos, já que a maior parte do custo para produzir água vem da própria produção de garrafas. A Ooho pode ser produzida por apenas €0,01.

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