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Para o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, a reforma da floresta não pode ser encarada como uma “solução imediatista”, devendo-se procurar medidas que possam ser aplicadas nas próximas décadas.

“Queremos dar o primeiro passo daquilo que sabemos que é um percurso que temos de percorrer nas próximas décadas, daí o esforço genuíno para conseguirmos o máximo de consenso possível para que o que consigamos construir agora não venha a ser desmantelado por qualquer Governo que suceda daqui a três, quatro ou cinco anos”, declarou Capoulas Santos durante a conferência “Visões para uma Floresta de Futuro”, no Porto.

Apostar na conservação dos ecossistemas e dos recursos naturais, para garantir uma floresta “adaptada à futura sociedade e resiliente às mutações ambientais e socioecómicas” é uma das metas quando se fala numa ideia de floresta para o futuro. Para conseguir esta mudança, Capoulas Santos defende que a reforma em curso quer eliminar alguns dos principais entraves à sustentabilidade da floresta em Portugal, entre eles a gestão activa e profissional e o ordenamento do território.

“Para a gestão é preciso criar estímulos e incentivos para que seja atractivo gerir a floresta e isso só acontecerá se houver rentabilidade, mas a rentabilidade e atracção de capitais existe se houver minimização dos riscos”, salientou o ministro da Agricultura.

Capoulas Santos defende assim que “a prevenção estrutural, na área da defesa da floresta contra incêndios, apresenta muitos exemplos de oportunidades de melhoria na eficiência de utilização de recursos, sobretudo no que respeita à gestão das continuidades de combustível”, considerou.

Foto: Domingos Moreira / Creative Commons

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