Prémio REN: uma solução para acelerar o futuro

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Desafiaram-no a encontrar uma solução que permitisse reduzir o risco que se encontra sempre associado à incerteza da produção de energia eólica. Aceitou-o e desenvolveu um projecto que viria a ser distinguido pelo sector das energias renováveis e pela REN.

Desde cedo que Jorge Pérola Filipe, jovem engenheiro eletrotécnico, se interessou pelas energias renováveis, em particular pela energia eólica. Para um especialista na área de energia, a ideia de um sistema eléctrico a operar com 100% de renováveis era bastante apelativa. O futuro, não duvidada, passava por aí, mas para lá chegar havia que ultrapassar alguns desafios.

Quando, por sugestão de Manuel Matos e Ricardo Bessa, seus professores na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, decidiu dedicar a sua tese de mestrado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores à formulação de um novo modelo de optimização estocástica para a coordenação entre um parque eólico e uma unidade PHS, deu os primeiros passos no sentido de uma solução que poderá fazer a diferença no mercado das energias renováveis.

À produção e energia eólica está sempre associado um risco, que é o da incerteza relativa aos seus efectivos níveis de produção. Ao estudar a capacidade instalada dos aproveitamentos hídricos com armazenamento e possibilidade de bombagem, denominados na literatura anglo-saxónica por Pump-Hydro Storage (PHS), Jorge Filipe concluiu que a flexibilidade do PHS pode ser combinada com um parque eólico de forma a suavizar as variações da potência eólica. Desta forma, o risco inerente à produção reduz-se, tornando este mercado muito mais atractivo.

Reconhecido como um trabalho de investigação com potencial para impulsionar o sector da energia eólica, a tese de mestrado deste engenheiro de 27 anos recebeu no ano passado o prémio APREN – da Associação de Energias Renováveis, e este ano o 2º Prémio REN.

Satisfeito com este reconhecimento, Jorge Filipe, agora a trabalhar como investigador no INESC TEC e a iniciar um doutoramento em Sistemas Sustentáveis de Energia do programa MIT Portugal, comenta: “A investigação tem de andar sempre à frente do mundo real”. E é isto que ele promete fazer, com o entusiasmo que coloca em tudo o que o apaixona.

 Foto: via Creative Commons 

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