Nova teoria explica extinção dos dinossauros

protoceratops

Investigações recentes apontam para teses que nada têm a ver com as que relacionam o desaparecimento dos dinossauros com a era do gelo ou o choque de asteróides. Cientistas apontam agora o tempo de gestação desses animais como o factor que ditou a sua extinção.

Das várias teses sobre a extinção dos dinossauros, as que têm reunido mais consenso são as que atribuem a causa à devastação provocada pelo choque de um meteorito com a Terra, ou ao início de uma era do gelo. Mas investigações baseadas na análise de fósseis de embriões de dinossauro apontam para outro caminho.

Os cientistas descobriram agora que o período de incubação dos dinossauros não voadores é de pelo menos seis meses para uma das espécies, ou seja, muito mais tempo do que se supunha. Esta descoberta revela à partida uma desvantagem genética face a outros animais cujo período de gestação é mais curto.

Segundo esta nova tese foi esta discrepância que impediu que as gerações de dinossauros se renovassem a um ritmo idêntico ao de outras espécies, ditando a progressiva diminuição do seu contingente: “Ter um período de encubação lento – três a seis meses – aumentou a exposição dos ovos aos predadores, bem como a fenómenos atmosféricos extremos como cheias ou períodos de seca”, explicou o biólogo Gregory Erickson, da Universidade Estatal da Florida, um dos responsáveis pela investigação.

Para a testar a veracidade desta descoberta, Erickson e a sua equipa examinaram fósseis de embriões de duas espécies: Protoceratops, um dinossauro de dimensões mais reduzidas, e Hypacrosauros, de grandes dimensões.

Foto: via Creative Commons 

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