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São boas notícias para o tratamento de doenças oncológicas, com o primeiro medicamento oncológico português a revelar resultados positivos no ensaio clínico de prova de conceito. Está dado assim um importante passo no tratamento de cancros de cabeça e pescoço, ainda com a possibilidade de uso em tratamento para outros tumores sólidos.

A primeira fase do ensaio clínico decorreu no Porto, no Instituto Português de Oncologia (IPO) e Hospital da CUF, com a participação de doentes voluntários, com o objectivo de avaliar a segurança (tolerância) e o efeito antitumoral (eficácia) da Redaporfin, um fármaco fotossensibilizador produzido em Portugal que, anteriormente havia já revelado grande eficácia em ensaios não clínicos em modelos animais.

“Verificámos que o tratamento com este medicamento de tumores malignos da cabeça e pescoço (espinocelulares) revelou elevada segurança, uma vez que os efeitos colaterais e adversos foram raros, não foram severos e revelaram-se de fácil controlo”, revela o oncologista cirúrgico do IPO, e responsável pelo estudo, Lúcio Lara Santos.

Corria o ano de 2010 quando o primeiro medicamento oncológico português começou a ser desenvolvido em Coimbra. Há cerca de dois anos e meio começaram os ensaios clínicos, com doentes com casos em que a medicina declarava que já “não existiam soluções terapêuticas”. Os resultados agora apurados revelaram-se “muitíssimo interessantes”, com provas dadas que o medicamento é “seguro e não desencadeia efeitos secundários severos”.

Até chegar ao mercado, o medicamento terá ainda de passar por novas fases de ensaio mais alargadas, com as estimativas dos responsáveis a apontar o ano de 2020 como a data prevista para se avançar com o tratamento deste medicamento em terapêutica para os tumores das vias biliares.

Foto: via Creative Commons 

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