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Só nos primeiros cinco dias de 2017, a capital inglesa ultrapassou o limite máximo de contaminação ambiental definido pela União Europeia.

Os dados divulgados recentemente indicam que o limite estipulado pela legislação europeia exige que a concentração máxima de dióxido de nitrogénio (NO2) no ar não exceda os 200 microgramas por metro cúbico mais de 18 vezes ao longo de um ano em qualquer área da cidade. Ora, apenas na primeira semana do ano Londres, em especial no bairro de Lambeth, os níveis de concentração de NO2 tinham já ultrapassado esta meta.

O estudo realizado pela King’s College, mostra que também no bairro de Putney, sudoeste da cidade, as normas ambientais definidas pela União Europeia não estavam a ser cumprida, pela elevada contaminação de NO2, substância que provoca problemas graves de coração e pulmões.

Para combater esta situação, responsáveis pela autarquia londrina anunciaram que em breve serão instaladas dez zonas de autocarros de baixas emissões, com o objectivo de melhorar a qualidade do ar nas áreas mais problemáticas da cidade. Com a introdução desta medida adicional, espera-se que os níveis de NO2 pela cidade diminuam cerca de 84%.

Para o futuro, os responsáveis políticos da cidade falam em mudanças profundas na cidade, tal como a criação de uma zoa de emissões ultra-baixas (ULEZ). Neste local os meios de transporte terão sujeitos a rigorosas medidas para controlar as emissões de poluentes, tais como pagar uma outra taxa diária.

Foto: David Fernandez Vergara / via Creative Commons 

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