Greenpeace quer pesticidas fora da Europa

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A Greenpeace enviou hoje um documento à Comissão Europeia, onde pede que a utilização dos pesticidas neonicotinoides, conhecidos por serem prejudiciais para o meio ambiente, e em especial para as abelhas e outros polinizadores, sejam banidos.

No documento tornado público hoje, a organização ambientalista pede a Bruxelas que aperte o cerco à utilização destes produtos, já que se sabe hoje que a ameaça que estes pesticidas representam para as abelhas é superior ao que se julgava em 2013, aquando da proibição parcial. Na altura foi restringido o uso de três tipos de pesticidas: clotianidina, imidacloprid e tiametoxam

Ora, para a Greenpeace esta restrição não é suficiente, já que há várias “evidências” dos efeitos que os pesticidas neonicotinoides, provocam no meio ambiente, em especial na população de abelhas. “Além das abelhas, os neonicotinóides podem estar ligados ao declínio da queda da população de borboletas, pássaros e insectos aquáticos”, explica Dave Goulson, responsável pelo relatório.

Segundo os cientistas, parece que não são apenas as abelhas a sofrer as consequências do uso continuado deste pesticida. Abelhões, borboletas e insectos aquáticos estão igualmente expostos a este produto, com “possíveis efeitos de propagação” na cadeia alimentar. “A ciência mostra que estes pesticidas estão omnipresentes” não apenas em campos agrícolas, mas também no meio ambiente”, alerta Marco Contiero, responsável pela agricultura na organização Greenpeace.

Para os redactores deste documento, desde 2013 – data da aprovação das últimas restrições -, várias provas cientificas têm vindo a demonstrar os potencias perigos que este pesticida representa, tais como os riscos de migração de neonicotinóides e a sua persistência em solos agrícolas, canais e parte de vegetação não agrícola.

Mas o que são neonicotinóides e qual o seu uso prático? Os neonicotinóides são habitualmente usados em sementes plantadas por agricultores, conseguindo chegar ao néctar e ao pólen durante a floração. Este produto vai actuar no sistema nervoso central dos insectos, com impacto directo na transmissão de estímulos a que estes animais estão sujeitos.

Para a Greenpeace um debate em torno desta questão é da máxima importância e urgência, ainda para mais quando no final do ano passado as Nações Unidas avançaram que 40% dos polinizadores invertebrados, particularmente as abelhas e as borboletas, correm risco de extinção mundial.

Foto: via Creative Commons 

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