Estas ameaças estão a destruir os oceanos

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Os oceanos estão entre os nossos mais preciosos recursos para a vida, mas são constantemente fustigados como se a sua importância fosse pouca. Como se os pudéssemos tratar de qualquer maneira – e depois esperar que daí não advenham consequências. A verdade é que os oceanos estão a atravessar problemas graves, a maioria deles causados pelo Homem. Seguem-se alguns deles.

1.Pesca excessiva destrói a vida dos oceanos

A pesca excessiva não só acelera o extermínio da espécie apanhada, como todos os outros animais marinhos que dependem dela para sobreviver. Tem ficado demonstrado que a pesca em excesso pode levar animais a morrer de fome, uma vez que lhes estamos a retirar o alimento numa proporção tão grande que não dá hipótese de salvação. Estima-se já que a maioria dos mares precise de proibições a longo prazo de pesca, de modo a que certas espécies possam recuperar.

Além disso, certos métodos de pesca – como a de arrastão – destrói habitats e mata animais que não são depois aproveitados para consumo ou nenhum outro fim.

2.Desaparecimento dos principais predadores

A pesca excessiva afecta também os tubarões. Dezenas de milhões são mortos a cada ano, principalmente pelas suas barbatanas. É uma prática comum – e macabra – caçar os tubarões, cortar-lhes as barbatanas e lançá-los de volta ao mar, onde são deixados a morrer.

As taxas de reprodução destes predadores são lentas, pelo que os números de mortes dificilmente conseguem ser revertidos. Além disso, este animal ajuda a regular as populações de outras espécies. Quando um predador importante desaparece do ciclo, é normal que as espécies mais abaixo na cadeia alimentar comecem a superpovoar o seu habitat, criando uma espiral destrutiva no ecossistema. Os tubarões são fundamentais para que haja equilíbrio.

3.Acidificação dos oceanos

O mar absorve CO2 através de processos naturais mas, ao ritmo a que o estamos a emitir para a atmosfera, através da combustão de combustíveis fósseis, o equilíbrio de pH do oceano está a cair para um ponto que as formas de vida marinhas não conseguem suportar.

A actual acidificação oceânica é a mais rápida alguma vez vista na história da Terra – temos de retroceder 35 milhões de anos para encontrar valores equivalentes. Isto significa que muitas espécies vão desaparecer, desde crustáceos a corais e peixes que dependem deles.

4.Morte dos recifes de coral

Manter os recifes de coral saudáveis é o grande desafio que se segue, já que eles apoiam uma enorme quantidade de vida marinha que, por sua vez, suporta outras e até os humanos – não apenas por necessidades alimentares mas também economicamente.

O aquecimento global é a principal causa do branqueamento de corais, mas há também outros motivos. Descobrir formas de proteger este sistema valioso é uma necessidade para a saúde geral dos oceanos.

5.Zonas oceânicas mortas estão a crescer

As zonas mortas são regiões do oceano que não suportam vida, devido à falta de oxigénio. O aquecimento global é o principal suspeito por detrás das mudanças no comportamento do oceano que geram estas zonas. O número de zonas mortas está a crescer a um ritmo alarmante, com mais de 400 já conhecidas, sendo que se espera que este número aumente. Reduzir ou eliminar o uso de fertilizantes e pesticidas que acabam no oceano também ajuda a evitar este fenómeno.

6.Poluição de mercúrio vindo do carvão

Um dos poluentes mais assustadores do mar é o mercúrio, porque ele acaba na nossa mesa de jantar – e prevê-se que os níveis de mercúrio nos oceanos aumentem. Ele deriva principalmente das fábricas movidas a carvão. O mercúrio é absorvido por organismos da parte mais inferior da cadeia alimentar e, uma vez que os peixes maiores comem os mais pequenos, o mercúrio viaja no ciclo natural até chegar a nós, principalmente na forma de atum.

7.Plástico

Olhando para os mares, não há escapatória no que diz respeito a lixo humano, especialmente lixo que não tem a capacidade de se decompor, como o plástico. Esta é uma enorme causa de mortes junto dos animais e cabe a cada um de nós contrariá-la.

Foto: via Creative Commons

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