Poço Azul: a gruta com poços tão límpidos que a água desaparece com o sol

A beleza do Poço Azul

As grutas com poços de água cristalina são algumas das principais atracções do Parque Nacional da Chapada Diamantina, uma região de serras situadas no centro do estado da Bahia, no Brasil.

O local, também conhecido como Poço Azul, é tão belo que a combinação da transparência e do reflexo azul da água origina um fenómeno natural que o torna ainda mais fascinante. Durante o Outono e Inverno, devido à posição do sol, os raios solares entram na gruta e atravessam os poços, formando um feixe de luz azul-turquesa que realça a sua cor e quase com que faz desaparecer a água.

Assim, e apesar de os poços terem entre 20 e 60 metros de profundidade, é possível ver nitidamente tudo o que está no seu fundo – desde pedras a troncos de água. “Apesar do fenómeno único promovido pelo feixe de luz, a beleza dos poços não é determinada por eles”, explica Ismael Júnior, guia turístico do Poço Azul.

Assim, entre os meses de Novembro a Janeiro, no Poço Azul, a incidência solar não ocorre directamente na água, mas é maior e dura mais tempo, das 10h às 16h, contribuindo para a visibilidade no mergulho. A temperatura média da água também não se altera no decorrer do ano, mantendo-se a 24 graus.

Os dias de chuva ou nublados são as únicas possibilidades de frustrar o visitante. Porém, este não deverá ser um problema muito grande: estas atracções naturais estão localizadas em regiões semiáridas, onde o sol aparece durante praticamente todo o ano.

Para o biólogo Roy Funch, um dos fundadores do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o tom azulado da água deve-se basicamente pela mesma razão que o céu é azul. “A luz visível que vem do sol é composta por todas as cores e, ao encontrar com a atmosfera, ela passa directo, enquanto a luz azul bate nas moléculas de nitrogénio e oxigénio e é reflectida em todas as direcções”, explica.

A melhor época para ver o raio é de 8 de Fevereiro a 20 de Outubro, entre as 12h30 e as 14h. veja algumas das fotos do fenómeno, que foi retractado por Márcio Duranc.

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