onda de calor

O alerta está a ser feito pela Organização Meteorológica Mundial, que avisa que 2017 será um ano com elevadas temperaturas, não devendo no entanto bater os recordes atingidos no ano passado. As alterações climáticas são mais uma vez apontadas como as grandes responsáveis por este elevado aumento das temperaturas.

Segundo esta organização da ONU, as estimativas indicam que mesmo com as elevadas temperaturas esperadas, não é expectável que estas alcancem valores altos o suficiente para retirar a 2016 o título de um dos anos mais quentes de que há registo.

Se em anos anteriores o fenómeno El Niño foi apontado várias vezes como o responsável pelo aumento das temperaturas em todo o mundo, os especialistas da Organização Meteorológica Mundial indicam que em 2017 a mudança climática será a causa do aumento da temperatura mundial.

De recordar que 2016 bateu todos os recordes, com inúmeros incidentes a acontecer por todo o mundo. Em alguns locais da Rússia Ártica registaram-se temperaturas 6ºC a 7ºC mais altas que a média, com outras regiões árticas e subárticas da Rússia, Alasca e noroeste do Canadá a terem temperaturas, em média, 3ºC acima do normal.

E as consequências destas alterações estão aí, bem visíveis. O nível do mar em escala mundial aumentou 20 centímetros desde o começo do século XX; a concentração dos principais gases com efeito de estufa na atmosfera atingiu em 2015 e 2016 níveis sem precedentes, atingindo 400 partes por milhão em 2015. Também o aumento da ocorrência e impacto de desastres provocados pelas alterações no clima provocaram episódios graves de escassez alimentar, migrações em massa e conflitos.

No documento agora divulgado, a OMM defende que com a informação disponível nos dias de hoje é possível afirmar que há uma ligação directa entre as alterações climáticas provocadas por mão humana e os muitos casos de fenómenos naturais extremos, com efeitos devastadores e difíceis de prever.

Para 2017 a OMM alerta que as condições extremas não vão diminuir, antes pelo contrário. O ano ainda nem vai a meio do calendário e no Ártico registou já por três vezes o equivalente polar de uma onda de calor.

Foto: via Creative Commons

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