Tag Archive | "Biodiversidade"

Lituânia: mulher mantém três pumas dentro de casa


Uma mulher lituana diz ter criado três pumas no seu apartamento, depois de ter sentido que as vidas dos animais corriam perigo num jardim zoológico local.

Rasa Veliute, voluntária de 23 anos no zoo de Klaipeda, cidade portuária no Mar Báltico, diz ter levado as crias para sua casa há quatro meses, depois de a progenitora as ter começado a negligenciar.

Os pumas – também conhecidos como leões da montanha – foram chamados de Kipsas, Gipse e Kinde. Veliute diz que os animais comem imenso frango e se dão muito bem com o seu cão, um pastor alemão.

Na Lituânia, não há nenhuma lei que diga que é proibido manter os animais em casa e o jardim zoológico não se opôs à atitude da voluntária. Mas Valiute já fez saber que as crias estão a crescer de forma muito acelerada e que provavelmente terão de regressar ao zoo no próximo Verão, avança o Huffington Post.

Publicado em BiodiversidadeComments (0)

Peixe-gelo tem sangue transparente e não tem escamas


A quase infinita variedade de vida na Terra continua todos os dias a surpreender-nos – desta vez damos destaque ao peixe-gelo ocelado (Chionodraco rastrospinosus).

Este animal, que vive a cerca de 975 metros de profundidade das águas frias e escuras em torno da Antárctica, pode parecer um peixe comum à primeira vista, mas faltam-lhe duas características que a maioria dos outros peixes têm: hemoglobina e escamas.

A falta de hemoglobina torna o seu sangue transparente como a água, o que o diferencia de praticamente todos os outros seres vivos com esqueleto – isto porque a medula óssea produz glóbulos vermelhos.

O Tokyo Sea Life Park, em Tóquio, é o único aquário no mundo que tem esta espécie em cativeiro – um casal que gerou descendência no início deste ano. “Felizmente, temos um macho e uma fêmea e eles reproduziram-se em Janeiro”, disse Satoshi Tada, um especialista em educação do centro.

Os cientistas esperam que estes espécimes ajudem a perceber de que forma o peixe consegue sobreviver sem a hemoglobina, capaz de transportar o oxigénio para as suas células, avança o TreeHugger.

É possível, segundo o que alguns especulam, que o coração anormalmente grande do animal ajude a transportar o oxigénio no corpo, usando para isso o plasma do sangue em vez da hemoglobina. Além disso, não tendo escamas, o peixe consegue absorver algum oxigénio directamente através da pele – as frias águas polares são mais ricas em oxigénio do que as águas mais quentes.

As profundezas do oceano são ricas em vida marinha peculiar, desde a lula gigante às anémonas translúcidas do mar. Os investigadores acreditam que a vida no fundo do mar em torno das chaminés hidrotermais possa ter surgido após a última extinção em massa na Terra, há 65 milhões de anos, quando o impacto de um meteorito gigante matou dinossauros e outros animais.

Mas o mistério que envolve a falta de hemoglobina do peixe-gelo pode levar anos a ser desvendado. “São necessários mais estudos sobre esta questão”, defende Tada.

Publicado em BiodiversidadeComments (0)

Caracol africano gigante invade a Flórida


Tão grande como um rato e com um apetite especial por materiais de construção, o enorme caracol africano prepara-se para ser o próximo lento desastre no estado da Flórida, nos Estados Unidos.

O animal é originário do Quénia e da Tanzânia, mas já se estabeleceu ao longo de África, China, Índia e várias ilhas do Pacífico. O primeiro relato da presença desta espécie na Flórida aconteceu em Setembro de 2011 e, desde então, as autoridades de Miami-Dade County já capturaram cerca de 117 mil espécimes, a uma velocidade de cerca de mil por semana.

Estes números devem aumentar nas próximas semanas, uma vez que se aproxima a estação chuvosa na região e os caracóis surgirão à superfície, depois da hibernação subterrânea.

Além de se alimentarem de uma enorme variedade de plantas – mais de 500, segundo o Departamento de Agricultura e Serviços ao Consumidor da Flórida –, os moluscos também roem estuque, e até mesmo betão, materiais que contêm o cálcio necessário à saúde da sua carapaça.

Estes caracóis também podem albergar vermes pulmonares parasitários considerados perigosos para os seres humanos, embora ainda não se tenha registado nenhum caso nos Estados Unidos de pessoas infectados pelo animal.

Esta não é, contudo, a primeira vez que os caracóis gigantes se tentam estabelecer na Flórida. Em 1966, um rapaz de regresso de férias no Havai trouxe três para Miami – o estado passou 10 anos a tentar erradicá-los, com um custo de mais de €764.500 (R$ 2 milhões).

Como eles chegaram desta vez ao território é ainda uma incógnita. As autoridades estão a investigar o grupo Miami Santeria, que há três anos foi encontrado a usar os animais nos seus rituais. Mas podem também facilmente ter chegado nalguma carga ou bagagem de destinos onde são endémicos.

Portanto, se está nos Estados Unidos e der de caras com algum ser rastejante que se assemelhe a este enorme caracol, não hesite em contactar as autoridades.

Publicado em BiodiversidadeComments (1)

Morsas do Alaska têm a sua própria ilha (com FOTOS)


Depois de um longo dia a caçar moluscos, dezenas de morsas do Mar Chukchi, no Alaska, foram apanhadas a relaxar na sua própria ilha, um minúsculo pedaço de gelo a flutuar como um barco-casa.

Os mamíferos foram encontrados a 32 quilómetros da costa do Alaska, o sítio perfeito para passarem o resto do dia.

Steven Kazlowski foi o fotógrafo responsável pelas imagens, que estão a ser difundidas por todo o mundo.

“Foi uma grande surpresa ver que as morsas estavam no gelo. Elas relaxam no gelo e, ocasionalmente, caçam alguma vida marinha lá em baixo”, explicou o fotógrafo.

Veja as fotos e, porque não, relaxe também.

Publicado em BiodiversidadeComments (0)

E se vestíssemos roupas aos animais? Eles seriam assim (com FOTOS)


Um coala talvez usasse roupas de Verão, uma camisola havaiana, se tivesse essa possibilidade. Uma avestruz traria um lenço ao pescoço, para se precaver dos resfriados, e um lama, certamente, uma simples camisola de fecho. Quente.

As fotografias que vai ver no final desta notícia são obra de Yago Partal, um artista espanhol que coloca toda a sua criatividade em colocar os animais nos seus “fatos humanos”.

Atenção: os animais não foram vestidos, mas sim fotografados. O fato foi colado a esta foto.

“Tive esta ideia a partir de uma campanha de publicidade para uma galeria fotográfica online. Quando fotografei os primeiros animais, as fotos foram muito elogiadas, por isso decidi continuar a fazê-las”, explica o autor.

Partal adiantou já que pretende acrescentar novos animais à sua galeria. Veja o site do artista e algumas das fotos por ele disponibilizadas à imprensa (caro leitor, não conseguimos identificar dois dos animais. Alguém nos ajuda?)

 

Publicado em CulturaComments (0)

Novo morcego semelhante a panda encontrado no Sudão do Sul (com FOTOS)


Foi a “descoberta de uma vida”. É desta forma que os investigadores se referem a um novo morcego, descoberto no Sudão do Sul, e que se assemelha a um panda – bom, pelos menos na teoria. A verdade é que o morcego é tão raro que se acredita tratar-se de uma espécie totalmente nova.

A descoberta foi feita por DeeAnn Reeder, da Universidade de Bucknell. “Era claramente um animal extraordinário, que eu nunca tinha visto antes – soube no segundo em que o vi que era a descoberta de uma vida”, diz ela.

Reeder avistou o animal na reserva de Bangangai Game. Quando regressou aos Estados Unidos, descobriu que o morcego era igual a outro originalmente capturado perto da República Democrática do Congo, em 1939, chamado de glauconycteris superba. Ela e os colegas, contudo, não acreditam que o animal se encaixe no género dos outros morcegos glauconycteris.

Depois de uma análise cuidadosa, a investigadora afirma que o morcego não pertence ao género segundo o qual foi classificado. “As suas características cranianas, as asas, o tamanho, os ouvidos – literalmente tudo o que vemos não se encaixa”, justifica. “Ele é tão único que é preciso criar um novo género.”

Reeder publicou um artigo na revista ZooKeys, no qual coloca o morcego num novo género – niumbaha.

A palavra significa “raro” ou “invulgar” em Zande, a língua do povo Azande, na Equatória Ocidental, no Sudão, onde o morcego foi capturado. Trata-se apenas do quinto espécime do seu tipo já recolhido.

“A nossa descoberta desta nova espécie de morcego é um indicador de como a área é diversificada e de todo o trabalho que resta fazer”, disse Reeder. “Conhecer quais as espécies que estão presentes em determinada área permite uma melhor gestão.”

A investigação da equipa no sul do Sudão foi possível graças a uma bolsa de €76.600 (R$ 198.641) atribuída pelo Woodtiger Fund. Recentemente, a investigadora voltou a ser premiada com o mesmo valor, para retomar a pesquisa em Maio deste ano.

Publicado em BiodiversidadeComments (0)

Recomendações

Blogroll