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Empreendedora brasileira vende lixo como matéria-prima na internet


Mayura Okura, uma jovem empreendedora brasileira, está a vender o lixo online, negociando a sua compra e transporte com empresas interessada em transformá-lo em matéria-prima para a sua própria produção. A negociação e pagamento são feitos exclusivamente online, através da plataforma B2Blue.

Mayura, que fundcou a Maynis Negócios e Investimentos Sustentáveis, diz que quer valorizar os resíduos gerados pelas empresas brasileiras e promover o seu reaproveitamento. A B2Blue aceita ainda anúncios de soluções de gestão de resíduos sólidos, produtos feitos com antigos resíduos e desafios para encontrar os destinos correctos ou reaproveitamento de materiais difíceis de gerir.

Por outro lado, as soluções geridas pelos utilizadores podem mesmo dar direito a prémios, ficando a recompensa ao critério de cada anunciante.

O site tem como alvo preferencial as empresas e negócios, que para além de criarem uma grande quantidade de lixo, têm menos práticas de sustentabilidade que a população comum. Segundo o site, já foram negociadas 4,2 mil toneladas – num total de €1,1 milhões (R$ 2,9 milhões) valorizados.

Este é, assim, um excelente projecto, que une sustentabilidade, voluntariado, transporte de resíduos e gestão autárquica num único local, online. Para quando uma solução idêntica para o mercado português.

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Brasil: polícia testa bicicletas feitas com garrafas de plástico recicladas


A Polícia Municipal de Santos, no Brasil, está a testar bicicletas feitas a partir de garrafas PET (Politereftalato de etileno) recicladas. O objectivo é perceber se os novos veículos facilitam as deslocações da força de segurança da cidade brasileira e, paralelamente, reduzem a utilização do carro privado.

Para já, são três bicicletas deste tipo que estão a ser testadas na ciclovia e na faixa de areia da cidade brasileira, por polícias que irão comprovar se o sistema de suspensão e o assento respondem às suas exigências diárias.

Segundo o Menos Um Carro, cada quadro da bicicleta é produzido a partir de 20 garrafas PET recicladas, que são flexíveis e absorvem pequenas imperfeições das ruas mais irregulares.

A bicicleta pesa aproximadamente cinco quilos e tem capacidade para suportar até 100 quilos.

Segundo a prefeitura do município de Santos, “as bicicletas serão testadas durante 30 dias, período após o qual a guarda municipal irá solicitar ao fabricante que faça melhorias nos veículos caso seja necessário como, por exemplo, na buzina, nas luzes e nos suportes para garrafas de água ou para outros utensílios – o bastão”.

Se tudo correr bem, a autarquia prevê adquirir mais bicicletas, para as “utilizar na praias e em centros comerciais”.

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São Paulo: restaurantes e bares dão brindes aos ciclistas


Um conjunto de restaurantes e bares em São Paulo, no Brasil, está empenhado em encorajar os comportamentos éticos e saudáveis junto dos seus clientes. É por isso que agora recompensa aqueles que se deslocam de bicicleta na cidade – os ciclistas que pararem nos estabelecimentos têm direito a brindes que vão desde descontos a refeições gratuitas.

Quem pedala costuma sempre perder alguma coisa, nem que seja gordura e stress. Mas quem pedala em São Paulo agora também pode ganhar – uma salada grátis, por exemplo. Alguns estabelecimentos da cidade estão a oferecer brindes e descontos a quem chega de bicicleta.

O bairro de Pinheiros, na zona oeste da cidade, concentra a maior parte dos estabelecimentos que oferecem estes mimos aos ciclistas. Desde sumos a refeições, várias são as recompensas para quem é amigo do ambiente.

Os cafés e restaurantes incluídos na iniciativa garantem ainda espaço para o estacionamento dos veículos. Os “paraciclos”, instalados no exterior, são as estruturas de metal que servem para parar as bicicletas. Cada um custa cerca de €136 (R$ 350), sendo que são pagos pelos donos dos estabelecimentos. Os mecanismos são instalados por uma empresa especializada em criar serviços para ciclistas, a Ciclomídia.

“Muitos comerciantes ainda não perceberam que os ciclistas são bons consumidores. Fazer estas promoções, além de oferecer um lugar para deixar a bicicleta, ajuda a cativá-los”, explica o empresário Eduardo Grigoletto, dono da marca.

O restaurante Le Repas, por exemplo, oferece uma salada de folhas frescas e torradas a cada ciclista que ali faça a sua pausa, tanto ao almoço como ao jantar, a qualquer dia da semana. Já o Chácara Santa Cecília oferece um “suco” de 330 ml. A Central das Artes garante 10% de desconto a todos os ciclistas.

Outros estabelecimentos que aderiram à iniciativa são a Doceria Bolo à Toa e o Bar Pirajá, onde se pode receber uma garrafa de água ou um sumo de forma gratuita.

Karen Ferrari, 34 anos, é uma das clientes beneficiárias desta iniciativa cada vez que se desloca de bicicleta. “Já tinha visto isto em Paris e Amesterdão”, diz ela. Renata Barros, 34 anos, também aderiu à ideia: “Só à noite é que venho de carro, porque é mais seguro”.

Apesar de a grande prioridade numa cidade ser garantir vias adequadas para a deslocação dos ciclistas, esta medida ajuda a incentivar o uso e respeito pela bicicleta e a consequente diminuição das emissões de carbono.

É um esforço meritório – iniciativas deste género seriam muito bem-vindas em Portugal.

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Brasil vai reconhecer qualificações de engenheiros e arquitectos portugueses


Os engenheiros e arquitectos portugueses irão ter o diploma reconhecido de forma quase automática no Brasil, de acordo com a Folha de São Paulo. Num primeiro momento, a mudança ficará restrita a um grupo de universidades federais – cabe às instituições públicas reconhecer o diploma de graduação estrangeiro. É um primeiro passo que pode repercutir em outros cursos.

A intenção é assinar o acordo entre as universidades brasileiras e portuguesas amanhã, durante visita ao Brasil do ministro de Educação e Ciência, Nuno Crato. O Ministério da Educação brasileiro apoia a iniciativa.

Na prática, a alteração será sentida “em três, quatro meses”, estima o reitor da UFScar (Universidade Federal de São Carlos), Targino Araújo, presidente da comissão de Relações Internacionais da Andifes (associação de reitores). “É para facilitar esse processo. A questão da internacionalização [dos profissionais] é um facto.”

Nos anos 90, restrições a dentistas brasileiros em Portugal criaram rusgas diplomáticas. O imbróglio levou dez anos para ser resolvido.

A procura para acelerar o reconhecimento de diplomas portugueses é antiga, mas ganhou força diante da crise económica europeia. A revalidação não garantirá ao profissional o direito de actuar no país: isso depende de registo profissional dado pelos conselhos regionais. O Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) diz que não fará objecção ao pedido de registo de portugueses.

Em média, a entrega do registo acontece em três meses, independentemente da nacionalidade do profissional. A entidade reconhece que o ritmo de formação de engenheiros está abaixo da procura dos próximos anos, com investimentos no Mundial de futebol e Jogos Olímpicos. Pondera, porém, que a procura por cursos de exactas tem sido cada vez maior.

Quando um estrangeiro quer revalidar o seu diploma no Brasil, independentemente do curso, o processo cabe às universidades públicas. A Andifes quer criar um sistema online para que essas instituições tenham acesso a processos em análise em todo o país e, assim, reduzam o tempo gasto.

Exemplo: uma universidade no AM poderá ver que outra do RS já revalidou diploma de jornalismo de uma faculdade estrangeira. Esse histórico poderá acelerar o trâmite do pedido de outro aluno da mesma instituição.

Veja a lista de universidades que integrarão o acordo entre Brasil e Portugal.

Brasil

UFScar (Universidade Federal de São Carlos)
UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
UFAL (Universidade Federal de Alagoas)
UFPA (Universidade Federal do Pará)
UFG (Universidade Federal de Goiás)
UFPR (Universidade Federal do Paraná)

Portugal

Universidade de Coimbra
Universidade de Lisboa
Universidade do Porto
Universidade Técnica de Lisboa
Universidade Nova de Lisboa
Universidade de Aveiro
Universidade do Minho
Universidade de Évora
Universidade de Açores
Universidade do Algarve
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Universidade da Beira Interior
Universidade da Madeira
Universidade Aberta
Universidade Católica Portuguesa

 

 

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Florestas tropicais são mais resistentes às mudanças climáticas


As florestas tropicais do mundo têm menor probabilidade de perder as suas plantas, durante este século, devido aos efeitos do aquecimento global. A conclusão é de um estudo publicado recentemente na Nature Geoscience.

A descoberta soma-se à evidência crescente de que estas florestas podem ser mais resistentes aos efeitos das mudanças climáticas do que se julgava. Elas desempenham um papel extremamente importante no planeta, pois absorvem carbono no seu processo de crescimento.

Estima-se que as florestas armazenem cerca de 470 mil milhões de toneladas métricas de carbono na sua biomassa e solo, sendo que parte dele pode regressar à atmosfera quando as plantas morrem ou são queimadas.

O estudo constitui a avaliação mais abrangente já realizada acerca do risco inerente ao desaparecimento das florestas tropicais, segundo o Planeta Sustentável.

A equipa de investigação recorreu a simulações com 22 modelos climáticos diferentes, na exploração da resposta de florestas tropicais da América, África e Ásia a uma mudança induzida por gases com efeito de estufa. O resultado foi uma perda de cobertura florestal em apenas um modelo, corresponde à América.

Os investigadores afirmam que a maior fonte de incerteza nestas projecções são as diferenças na forma como os processos fisiológicos das plantas são representados – mais do que a escolha do cenário de emissões ou as diferenças entre diversas projecções do clima.

A equipa de pesquisa é constituída por cientistas e ecologistas do Brasil, Reino Unido, EUA e Austrália.

Foto: Sob licença Creative Commons

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Brasil vai contar, uma a uma, todas as árvores da floresta tropical


O Brasil está a dar início a uma mega recenseamento das suas árvores de florestas tropicais, contando uma a uma, de modo a trabalhar na sua conservação.

O recenseamento, que se espera durar quatro anos, vai permitir um amplo panorama da qualidade e condições da cobertura florestal, com um conhecimento detalhado da floresta tropical que está sob ameaça da exploração de madeira e das mudanças climáticas.

Como se vai desenrolar esta tarefa monumental? Equipas serão enviadas para o Brasil, de modo a identificar no terreno cerca de 20 mil unidades por intervalos de 20 Km. Terão de registar o número, a altura, o diâmetro e a espécie das árvores, assim como os tipos de solo, as quantidades de carbono na sua biomassa e até as interacções que as populações locais têm com as florestas.

Uma vez concluído, este será o inventário mais abrangente realizado no Brasil desde 1983. Segundo o Treehugger, todo este esforço faz parte do plano do Brasil para reduzir até 2020 as suas taxas de desflorestação de 80% registadas em 2004. Para isso, há que conhecer em detalhe todas as árvores existentes e a forma como são ameaçadas.

Em 2010, um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais brasileiro revelou que metade da Amazónia pode desaparecer até 2050, fenómeno a partir do qual as florestas tropicais poderiam nunca recuperar. Assim, este recenseamento florestal e as medidas de conservação que daí advierem surgem em altura oportuna.

Foto: Sob licença Creative Commons

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