Tag Archive | "desenvolvimento regional"

Produção de cogumelos cria 200 empregos em Chaves


Chaves será a base de uma unidade de produção de cogumelos de grande escala, um projecto que poderá criar 200 empregos. Segundo o Jornal de Notícias o investimento será realizado na zona industrial da cidade, numa área de 50 mil metros quadrados, e espera acolher entre 36 e 40 investidores, que estão a ser captados por uma empresa de capitais holandeses.

Segundo um dos administradores do projecto, a produção anual poderá atingir os seis milhões de quilos de cogumelos brancos. O objectivo é que o negócio funcione como uma cooperativa empresarial.

“Ensinamos a produzir, garantimos o escoamento e prestamos assistência para que os jovens possam beneficiar do programa de apoio ao desenvolvimento rural (PRODER), para a construção do armazém onde será feita a produção”, explica o empresário.

O projecto prevê ainda a construção de uma estrutura com uma área frigorífica para armazenar a produção, que se destinará quase exclusivamente à exportação.

Neste momento, o projecto aguarda luz verde da Câmara Municipal, que está em vias de aprovar a constituição do direito de superfície. Nesta primeira fase, o acordo prevê, segundo o vereador António Cabeleira, o direito de superfície da área por um período de entre 20 e 30 anos, a um preço de €0,10 o metro quadrado.

O projecto será apresentado ao público no próximo dia 20 de Abril, sábado, numa sessão de esclarecimento que terá lugar no Auditório do Centro Cultural de Chaves.

Foto: Sob licença Creative Commons

Publicado em Interior do PaísComments (0)

Da City londrina para a lavandaria dos pais. A história de quem está farto da cidade.


Em 2050, 75% da população mundial viverá em cidades e as actuais zonas metropolitanas formarão extensos núcleos populacionais, as chamadas megacidades.

Curiosamente, há cada vez mais casos de cidadãos urbanos que procuram uma outra vida – mais calma, mais saudável – nas zonas rurais ou cidades menos populosas.

É essa a história que lhe contamos nas próximas linhas. De 1995 a 2005, Mark Woolfenden trabalhou na City londrina, desenvolvendo estratégias de lobbying e comunicação para empresas como a Citigate Dewe Rogerson e chegando a director da consultora de Relações Públicas (PR) financeira Smithfield.

Dez anos depois de chegar ao exigente centro financeiro londrino, porém, o executivo regressou à casa dos pais – não literalmente -, no País de Gales, para gerir a sucessão do negócio da família: a cadeia de lavandarias Afonwen.

Aos 31 anos e no pico da sua carreira, Mark disse à esposa, então uma analista sénior no banco ABN Amro, que iria voltar para casa, deixando todos, incluindo os colegas, de boca aberta. “A maioria dos meus amigos de Londres pensam que estou, pessoalmente, a carregar todas as toalhas para as máquinas de lavar”, gracejou Woolfenden ao Financial Times.

A Afonwen trabalha com vários hotéis no Reino Unido – cadeias britânicas e internacionais – tendo quatro centros de actividade, em Cardiff, Leeds, Londres e Norte de Gales.

O regresso a casa levou à construção de uma fábrica em Cardiff, no sul de Gales, um projecto que contou com o apoio do próprio governo regional e que criou dezenas de empregos. Hoje, a empresa emprega 440 pessoas e gere 1,8 milhões de peças de linho por semana.

Em 2005, Mark chegou à Afonwen como director de vendas. Desde então, as vendas cresceram dez vezes e a facturação é hoje de €22,4 milhões (R$57,9 milhões). A empresa é também uma das que mais cresce no País de Gales.

O seu pai, porém, continua a liderar o negócio. “Tal como todos os bons pais de família de negócios, ele continua a passear pela fábrica, apontando para áreas que precisam de ser melhoradas – e, normalmente, tem razão”, concluiu o gestor.

Ao Financial Times, Mark disse que parte da sua decisão esteve relacionada com a procura por uma vida mais saudável e por um lugar onde os filhos – já tem dois – possam viver em tranquilidade. Na verdade, um desejo comum a tantas e tantas famílias por esse mundo fora.

É certo que nem todos os citadinos têm a possibilidade de serem herdeiros de um negócio, mas se está interessado em trocar a cidade pelo campo leia esta entrevista. Os Novos Povoadores poderão ajudá-lo.

Publicado em Interior do PaísComments (0)

Parceria entre Ikea e Vista Alegre cria 144 novos empregos em Aveiro


É já na próxima semana que Ikea e Vista Alegre assinam um contrato que levará o grupo português a construir uma fábrica, em Aveiro, para fornecer a cadeia sueca. O investimento do projecto está avaliado em €19,5 milhões e permitirá a criação de 144 novos postos de trabalho na região de Aveiro.

Como o Green Savers tinha já adiantado em Novembro, o projecto Ria Stone vai dedicar-se à produção de artigos em grés para uso doméstico, sendo que a parceria surgiu de um concurso da Ikea para o fornecimento de três linhas de produtos de louça de mesa.

Com a parceria, a Ikea irá garantir 40 referências, num total de 30 milhões de peças por ano. 85 a 90% das peças serão exportadas.

Fique atento ao Green Savers para saber mais sobre a criação de novos empregos em Aveiro.

Publicado em Economia Local, PortugalComments (1)

Programa português de repovoamento rural já tem 1.279 famílias inscritas


O programa Novos Povoadores, que promove o repovoamento rural em Portugal, conta já com 1279 famílias inscritas, num total de 3.500 pessoas. Destas, apenas 197 têm experiência de vida no campo, segundo explicam os responsáveis pelo programa na sua página de Facebook.

“Migrar para o meio rural não é estar presente ao passado, é ter saudades do futuro”, explicam os responsáveis pelo Novos Povoadores.

O Novos Povoadores é um projecto de Frederico Lucas, Alexandre Ferraz e Ana Linhares, que querem ajudar os portugueses a deixar as grandes cidades, como Lisboa, e repovoar os territórios rurais.

Em Junho de 2011, como pode relembra na entrevista exclusiva ao Green Savers, o Novos Povoadores preparava-se para colocar as primeiras 50 famílias – das 540 que já se tinham então inscrito.

Segundo estes responsáveis, o êxodo rural é hoje maioritariamente composto por jovens, que o fazem para aceder a cursos superiores e para as primeiras experiências profissionais. No entanto, quando chegam a uma faixa etária superior – 35-45 anos e mais de 10 anos de experiência profissional – muitos profissionais querem avançar para um projecto migratório.

O Novos Povoadores defende soluções de co-working e não de teletrabalho – uma vez que esta última exige uma grande disciplina individual para resistir ao conforto do sofá e outras mordomias domésticas.

“Há óbvias vantagens em ganhos de produtividade e no desenvolvimento de novos produtos e serviços. A partilha de um espaço de trabalho com pessoas cuja actividade pode não ter nada a ver com a nossa, é o viveiro ideal para que surjam sinergias inesperadas que traduzam soluções comerciais inovadoras, diferenciadas, e mais competitivas”, explicam.

Quer mudar-se para o campo? Então siga os Novos Povoadores no seu site, no Facebook e Twitter.

Mudou recentemente (ou não recentemente) da cidade para o campo? Porque razão? E como se adaptou, caso tenha sempre sido um citadino? Envie-nos o seu relato para o nosso email – info@greensavers.sapo.pt –, para posterior publicação, ou, se preferir, deixe-nos na caixa de comentários. Aqui ou no Facebook.

Publicado em Interior do País, PortugalComments (0)

Conhece os Douro Boys? (VÍDEO)


Publicado em Green Savers TVComments (0)

PepsiCo vai cultivar amendoim em Portugal (e Espanha)


A multinacional PepsiCo escolheu a Península Ibérica – Portugal e Espanha – para promover o cultivo de amendoim em grande escala. O objectivo é ter uma cadeia de abastecimento mais sustentável para as suas marcas de frutos secos: maior controlo da matéria-prima, redução de dependência e volatilidade do mercado mundial de amendoim e novas oportunidades para a agricultura.

A escolha da Península Ibérica para este projecto deve-se às questões climatéricas, condições de solo e infra-estruturas. O projecto conta com o apoio da Torriba e Agromais, empresas portuguesas, e da espanhola MercoNidera, uma joint venture formada pela Mercoguadiana e a Nidera.

Segundo a imprensa, a introdução do amendoim como nova cultura a grande escala só foi possível depois de dois anos de testes. Um dado importante para este projecto foi a experiência da PepsiCo e dos seus colaboradores no desenvolvimento agrícola e na relação próxima que a empresa mantém, há mais de 30 anos, com os seus fornecedores de milho.

A colheita vai abranger mais de 1.800 hectares de amendoim cultivado já este ano – 300 hectares em Portugal e o resto em Espanha (1.100 hectares em Badajoz e os restantes 400 hectares divididos entre Cáceres, Sevilha, Córdoba e Cádiz).

Leia mais pormenores do projecto no La Información.

Publicado em Interior do País, PortugalComments (1)

Recomendações

Blogroll