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Wired elege portuguesa Silicolife a start-up da semana


A Silicolife, do Minho, foi eleita a start-up da semana pela conceituada revista Wired. A Silicolife foi fundada em 2010, é um spin-off da Universidade do Minho e actua na área da biotecnologia.

“[É] sempre bom [o reconhecimento], ver que [a estratégia definida há três anos] está a resultar”, explicou ao Jornal de Negócios Simão Soares, CEO da start-up que utiliza os microorganismo como matéria-prima, que converte em produtos de interesse para o mercado.

Com uma facturação que cresce mais de 100% ao ano, a empresa é propriedade dos fundadores e não conta com investimento externo, ao contrário do que é habitual nestas situações.

Hoje, a Silicolife conta com uma equipa de 10 elementos e desenvolve projectos para o Reino Unido, Dinamarca, Suíça e Estados Unidos.

Veja os elogios da Wired.

Segundo Simão Soares, o objectivo da empresa é “optimizar a fábrica celular”. Para tal, ela combina o genoma com algoritmos. Com esta abordagem computacional consegue-se aplicar um sistema mais racional ao invés de um método de tentativa e erro. Desta forma, podem poupar-se tempo e recursos.

Para além das parcerias, a SlicoLife está a apostar na investigação interna, tentando desenvolver produtos que a companhia, considera potencialmente internos, conclui Simão Soares.

Actualmente, a SilicoLife lidera um projecto QREN em colaboração com a UM que tem por objectivo desenvolver uma plataforma computacional para o desenho de microorganismos que produzam compostos de interesse industrial. Como prova de conceito avançaram com o ácido succínio, cujo mercado deve atingir os mil milhões de euros em 2015.

Paralelamente, a empresa participa no projecto europeu BRIGIT que está a desenvolver a “próxima geração de biopolímeros”.

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Rui Reis, da Universidade do Minho, já é o cientista português com mais publicações


Rui Reis, director do Grupo 3B’s da Universidade do Minho, tornou-se, aos 45 anos, o cientista português com mais publicações científicas de sempre.

Segundo anunciou a universidade, Rui Reis tem já 642 trabalhos listados no ISI Web of Knowledge (Thomson-Reuters), a principal base de dados científica do mundo, dos quais 450 em revistas internacionais e 41 artigos de revisão. Somam-se a esta lista mais de 200 capítulos de livros e quase 1.500 comunicações em conferências apresentadas nos cinco continentes, incluindo 175 como palestrante convidado ou plenário.

Rui Reis é ainda dos investigadores mundiais que mais publica, um dos mais citados por outros cientistas (quase 9.000 vezes) e dos que tem maior “fator h” (49) na sua área científica – biomateriais, engenharia de tecidos, medicina regenerativa e células estaminais.

O cientista fez toda a formação e carreira em Portugal, tendo-se licenciando e iniciado o percurso académico na Universidade do Porto. É ainda doutorado pela Universidade do Minho, onde desenvolveu toda a sua carreira (início em 1992 e fundação do Grupo 3B’s com António Cunha em 1998).

“Além de colaborar com grupos de excelência e multinacionais nas mais diversas áreas geográficas, [Rui Reis] coordena projectos europeus de grande dimensão, diversos do FP7, como o POLARIS, o ComplexiTE, o Find & Bind, o SPECIAL, e outros internacionais como o IBEROMARE e o MARMED. É o principal responsável pela gestão de projectos de investigação, num total de €28,5 milhões (R$ 75,5 milhões), dos quais €14,5 milhões (R$ 38,5 milhões) são financiamento para a Universidade do Minho”, explica a instituição.

Professor catedrático do Departamento de Engenharia de Polímeros (DEP) da Escola de Engenharia da UMinho, Rui Reis é director do Grupo de Investigação 3B’s – Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos da UMinho, presidente do Laboratório Associado ICVS/3B’s, CEO do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa (tem 22 filiais em 13 países) e presidente e CSO da spin-off Stemmatters.

Finalmente, o responsável é também presidente para a Europa da Sociedade Mundial Tissue Engineering and Regenerative Medicine International Society (TERMIS), presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, tendo ainda uma actividade industrial e de extensão relevante, colaborando com diversas empresas internacionais e tendo, por exemplo, sido director de investigação de novos produtos na Corticeira Amorim.

Natural e residente no Porto, é igualmente editor-chefe da revista “Journal of Tissue Engineering and Regenerative Medicine”, pertence ao conselho editorial de dezenas de revistas científicas e tem organizado diversas reuniões e simpósios científicos de grande dimensão.

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Projecto Safespeed propõe nova sinaléctica para circulação rodoviária


A Universidade do Minho está a pesquisar uma nova sinalética para a circulação rodoviária, adequando-a às reais condições da estrada e da sua envolvente. O projecto, denominado Safespeed, já realizou um período de testes, nos percursos suburbanos, urbanos e rurais do triângulo Braga, Guimarães e Famalicão, tendo os resultados sido encorajadores.

“Há diversas situações em que a infra-estrutura convida à prática de determinadas velocidades, que estão em contradição com a sua sinalização”, explicou Paulo Pereira, presidente da Escola de Engenharia da UMinho e investigador principal do projecto SafeSpeed.

O projecto já está concluído e envolveu três fases: a estatística, a análise da velocidade e a definição de um modelo de apoio à decisão para a gestão da velocidade.

Tendo em conta uma série de ambientes que justificam a adopção de limites de velocidade diferentes e condições específicas de fluxo rodoviário, o objectivo aponta para um melhor conhecimento das interacções entre todos os utentes e as próprias estradas e os seus ambientes de tráfego.

“É importantíssimo definir aquilo que é uma velocidade segura para cada um dos contextos”, referiu Paulo Pereira à agência Lusa.

O SafeSpeed envolveu 13 investigadores do Centro de Território Ambiente e Construção e do Centro de Investigação em Psicologia (CIPsi), ambos da UMinho, o Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente (CITTA) da Universidade do Porto e o Centro de Investigação em Engenharia Civil (CICEC) da Universidade de Coimbra. Contou ainda com a colaboração da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e da Estradas de Portugal.

As propostas do estudo vão ser disponibilizadas às autoridades nacionais responsáveis pela circulação rodoviária.

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Fibrenamics organiza workshop sobre aplicação das fibras na engenharia civil


A Universidade do Minho, através da Tecminho, e a Fibrenamics estão a organizar um workshop sobre construção civil, um evento que abordará temáticas relacionadas com a aplicação das fibras na engenharia civil. O evento realiza-se a 20 de Junho em Guimarães.

Segundo explicou a organização ao Green Savers, o workshop tem como ponto de partida a partilha de ideias sobre os últimos avanços científicos que possibilitam a geração de conhecimento entre as comunidades científica e empresarial.

Confirmadas estão já as presenças de Cristina Pereira, da Universidade do Minho – que irá abordar os varões em material compósito para a monitorização e reforço do betão –; Joaquim Barros, da mesma universidade, que falará sobre a utilização de fibras no desenvolvimento de novos sistemas construtivos e na reabilitação do património construído; Joana Sousa Coutinho, da FEUP, que explicará a utilização de cofragens de permeabilidade controlada e Filipe Dourado, da S&P Reiforcement, que vai falar sobre o uso de materiais compósitos na reabilitação de estruturas.

Veja aqui o programa.

A iniciativa é coordenada pelo professor Raul Fangueiro e as inscrições são gratuitas – mas carecem de confirmação obrigatória através do email fibrenamics@fibrenamics.com – ou pelo telefone 253 510 204.

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Porto: Seminário sobre sustentabilidade nos edifícios realiza-se de 23 a 25 de Maio. Assinantes do Green Savers têm 20% de desconto.


A cidade do Porto vai receber, de 23 a 25 de Maio, uma conferência sobre a sustentabilidade dos edifícios, uma iniciativa organizada pela Universidade do Minho e Green Lines Institute e que irá contar com a participação de vários autores e instituições portuguesas e internacionais.

Saiba tudo sobre esta conferência.

A BSA 2012 tem como objectivo reunir um conjunto alargado de especialistas internacionais do domínio da avaliação de sustentabilidade e possibilitar uma discussão abrangente acerca dos principais sistemas actualmente existentes.

“A sustentabilidade dos edifícios envolve as diversas relações entre os sistemas construído, natural e social e por essa razão é baseada num conjunto complexo de diferentes prioridades que necessitam de ser consideradas em cada fase do ciclo de vida de um edifício. De modo a lidar com esta complexidade e a suportar efectivamente a sustentabilidade do sistema construído, é necessário desenvolver abordagens sistemáticas, holísticas e práticas para a concepção de edifícios”, explica a organização.

A conferência abordará a área de desenvolvimento de edifícios ao nível das diferentes dimensões de sustentabilidade e como os métodos e ferramentas de avaliação da própria sustentabilidade podem ser utilizados nas diferentes fases de ciclo de vida de um edifício.

Consulte o programa.

A conferência realiza-se no Hotel HF Ipanema, na Rua do Campo Alegre, Porto, e é apoiado pela Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Engenheiros, Associação iiSBE Portugal e pela International Initiative for a Sustainable Built Envirionment (iiSBE).

O Green Savers é media partner desta iniciativa, pelo que os subscritores do Green Savers Daily, a nossa newsletter diária e gratuita sobre o desenvolvimento sustentável, terão um desconto de 20% sobre o custo de inscrição.

Inscreva-se na newsletter Green Savers Daily. São 10 segundos.

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A casa móvel e sustentável da DST (com vídeo e fotos)


Provavelmente, já ouviu falar da TTT (Torre Turística Transportável), um projecto de construção sustentável que resulta de uma parceria entre a DST e a Universidade do Minho e que foi uma das atracções portuguesas na recente Expo 2010 em Xangai, na China.

Em todo o caso, recordamos-lhe hoje esta fantástica inovação em português. A TTT é um projecto multifuncional que representa um novo conceito de habitabilidade que, através de sistemas solares activos e passivos, combina iluminação natural e potencial energético.

A sua natureza modular e os materiais utilizados – madeira e vidro – asseguram uma reutilização que respeita o ambiente e garante um impacto de construção reduzido. Mais que um projecto isolado, a TTT é um conceito abrangente que assenta num modelo adaptável, polivalente e industrial. Uma solução construtiva diferenciadora e sustentável que, como já dissemos, recorre à madeira enquanto material predominante – também a nível estrutural.

A torre possui três pisos, num total de nove metros de altura e 30 metros quadrados de área útil, para uma implantação de 10 metros quadrados. A DST diz que este conceito é ideal para turismo de natureza, sobretudo porque foi concebida para ser transportável, tem um reduzido impacto construtivo e insere-se bem em cenários naturais.

Há também a possibilidade de transformar esta torre numa estrutura horizontal, uma vez que é essa a sua posição de transporte. Esta característica permite a sobreposição de módulos, por camadas, originando soluções urbanas em altura e aumentando o seu espaço habitável, duplicando ou quadruplicando a área útil das soluções de propriedade horizontal.

Tendo em conta as características da TTT, duas questões se colocam: uma delas é o carácter “móvel” da TTT (sem nunca duvidar, no entanto, da sua eficiência energética, funcionalidade, sustentabilidade dos materiais ou potencial de auto-suficiência).

Outro do óbice poderá ser o preço. De acordo com o site do produto, uma torre com a configuração base pode custar perto de €100 mil (R$ 228 mil).

Como não há palavras que substituam, neste caso, a imagem, fiquem com um vídeo do interior da TTT (até é bem espaçoso).

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