11ª Edição do Prémio APREN concede 15 mil euros para apoiar inovação académica na Transição Energética

Investigações premiadas focam-se na gestão de frotas de autocarros elétricos, energia das ondas, comunidades de energia e estabilidade de redes.

Redação

A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) anuncia os vencedores da 11.ª edição do Prémio APREN, uma iniciativa anual que reconhece a excelência académica e a inovação científica em teses de Doutoramento e de Mestrado que contribuam para o desenvolvimento do setor da energia renovável em Portugal. Nesta edição de 2026 foi destacada a aplicação prática da inteligência artificial (IA) e de modelos matemáticos avançados, foi divulgado em comunicado.

Segundo a mesma fonte, na categoria de Doutoramento, o primeiro prémio (no valor de 5.500€) foi atribuído a Jónatas Manzolli, investigador da Universidade de Coimbra. A tese vencedora foca-se numa abordagem híbrida que combina inteligência artificial e métodos de otimização para gerir a energia de frotas de autocarros elétricos de forma adaptativa.

No segundo lugar (3.500€) desta categoria ficou Felipe Teixeira Duarte, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – FEUP. O seu trabalho abordou o desenvolvimento de uma estrutura de otimização multiobjectivo para parques de energia das ondas, com recurso a machine learning, algoritmos genéticos e modelação numérica para maximizar a eficiência da captação de energia no mar.

Por seu lado, na categoria de Mestrado, os dois prémios foram atribuídos a investigadores do Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa.

Mariana Guedes conquistou o primeiro lugar (4.000€) com uma tese dedicada ao impacto da incerteza na modelação de comunidades de energia. O trabalho demonstra como a otimização estocástica (um ramo da matemática que lida com variáveis imprevisíveis) pode melhorar os resultados destas comunidades.

O segundo prémio (2.000€) foi conquistado por Tomás Glória, com uma investigação sobre a estabilidade de Redes de Distribuição Ativas.

Além do reforço dos prémios atribuídos, esta 11.ª edição do Prémio APREN contou com um júri renovado, que foi presidido por Jorge Vasconcelos (NEWES) e incluiu representantes de entidades públicas de relevo para o setor energético como a APA – Agência Portuguesa do Ambiente, a DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia, a ApC – Agência para o Clima, e o LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

O júri é composto por:

  • Jorge Vasconcelos, NEWES (Presidente do Júri)
  • Ana Teresa Perez, Agência para o Clima
  • Bernardo Silva, FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
  • Margarita Robaina, Universidade de Aveiro
  • Maria do Carmo Figueira, APA – Agência Portuguesa do Ambiente
  • Miguel Centeno Brito, FCUL – Faculdade de Ciências da Universidade de LisboaMónica Meireles, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
  • Nuno Souza e Silva, R&D Nester
  • Patrícia Fortes, FCT – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa
  • Paulo Martins, DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia
  • Pedro Carvalho, IST – Instituto Superior Técnico
  • Pedro Horta, Universidade de Évora
  • Sofia Simões, LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia

Com uma dotação global de 15.000 euros, o Prémio APREN “continua a afirmar-se como um impulsionador entre o ecossistema académico e o setor da energia renovável em Portugal”.

Mais informações sobre o prémio e o regulamento da iniciativa podem ser consultadas no site oficial em apren.pt/premio-apren/.

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