Viriato Soromenho-Marques: “Precisamos de novas políticas públicas de energia”

Viriato Soromenho-Marques: “Precisamos de novas políticas públicas de energia”

Décadas sucessivas de combustíveis fósseis baratos inibiram a aposta numa inovação alicerçada na Investigação & Desenvolvimento, por isso precisamos de novas políticas públicas de energia à escala regional, nacional, europeia e global.

Esta foi uma das principais ideias defendidas pelo Coordenador científico do programa Gulbenkian Ambiente, Viriato Soromenho-Marques, em entrevista à newsletter Modos Eficiência Energética.

De acordo com Soromenho-Marques, a prioridade é de “natureza política”, sendo esta tem de oferecer um “horizonte regulador estável para os investimentos públicos e privados, permitindo acelerar o ritmo da inovação tecnológica no sector energético”.

Sobre o Roadmap 2050, um estudo coordenador pela European Climate Foundation em colaboração com o Programa Gulbenkian Ambiente e que conclui que é possível reduzir entre 80 a 95% das emissões de gases com efeito de estufa até 2050, o responsável diz que este centra-se na oferta de energia.

“[O estudo] mostra-nos que é possível reduzir as emissões, primeiro através da substituição energética, mudando para fontes renováveis de energia, e depois através de um novo desenho das redes de transmissão de energia que possam evitar perdas”, explicou.

“No fundo, o Roteiro 2050 mostra-nos que a unidade dos europeus é a condição fundamental para vencermos desafios existenciais que, sozinhos, nos derrotarão a cada um de nós, a cada um dos povos e Estados da Europa. A sustentabilidade energética e ambiental será também o fundamento a partir do qual poderemos construir uma economia com mais empregos, com mais oportunidades de negócios, com mais coesão social. E com mais esperança”, admite ainda Viriato Soromenho-Marques.

Ainda de acordo com o responsável, e de acordo com especialistas, mesmo mantendo o sistema actual de produção e transmissão de energia, poderíamos poupar até 30% da energia final só através da adequada eficiência energética.

Leia a entrevista na íntegra.

Deixar uma resposta

Patrocinadores

css.php