A fome na Somália, já considerada a mais grave crise humanitária no mundo actual e a pior crise de segurança alimentar desde a fome de 1991/92 no mesmo país, continua a alastrar, chegando agora a três novas regiões, incluindo a capital, Mogadíscio. Os deslocados, em fuga de uma grave seca, que afecta toda a região do Corno de África, concentram-se agora para conseguir acesso à ajuda das Nações Unidas, segundo a Euronews.

Apesar de uma maior atenção ao problema por parte da comunicação social, a actual resposta humanitária permanece inadequada, muito devido às restrições de acesso e às dificuldades para reforçar os programas de ajuda de emergência, mas também devido a financiamentos insuficientes. A fome poderá estender-se a todas as regiões do sul da Somália dentro de um mês. Em apenas três meses, já morreram perto de 30 mil crianças, avança o Sol.

De acordo com dados da ONU, a seca no leste de África ameaça cerca de 12 milhões de pessoas e cerca de 564 mil podem morrer em breve, na ausência de uma intervenção urgente. A crise humanitária poderá igualmente estender-se geograficamente, com a organização da ONU para a agricultura e alimentação (FAO) a indicar na terça-feira que o Uganda começou a ser atingido pela seca e a insegurança alimentar.

A situação é particularmente crítica na Somália devido à dificuldade, ou impossibilidade, de acesso às zonas controladas pelos insurgentes islamistas “shebab”. Na terça-feira os Estados Unidos decidiram suavizar as sanções dirigidas aos “shebab”, definidos como “organização terrorista” por Washington, para facilitar o envio da ajuda.

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