Reino Unido: médicos criticam papel da indústria de fast food na campanha de luta contra obesidade

Reino Unido: médicos criticam papel da indústria de fast food na campanha de luta contra obesidade

A Academy of Royal Medical Colleges, que agrega várias faculdades de medicina do Reino Unido e que está responsável pelo processo de formação, treino e revalidação da carteira dos médicos, criticou ontem a estratégia do Departamento de Saúde britânico na luta contra a obesidade.

Recorde-se que a estratégia do Governo britânico para combater a obesidade passa por levar as empresas de fast food a promover a alimentação saudável. “Os médicos sentem que a actual estratégia do Governo em utilizar a indústria alimentar para tentar promover a alimentação saudável é um equívoco”, explicou à PR Week o professor Terence Stephenson, que lidera uma outra campanha anti-obesidade.

Esta instituição não percebe como pode o Governo dar prioridade às empresas de fast food, em detrimento dos profissionais de medicina e académicos. Segundo Stephenson, a confiança dos consumidores “ainda está nos médicos”. Ao invés, o nível de confiança nos políticos é cada vez menor.

Ainda segundo o professor, o Governo britânico está a bombardear a população com diversa informação ao mesmo tempo, sendo a maior parte demasiado complexa para a maioria das pessoas.

Confrontado com estas acusações, o porta-voz do Departamento de Saúde britânico, Sam Lister, explicou que é “absolutamente vital” a presença da indústria alimentar nesta campanha. Lister admitiu que o público confiará sobretudo na palavra dos médicos, mas disse que não existiam plano de convidar os profissionais de medicina para participarem em futuras campanhas.

Segundo o Governo britânico, a obesidade e problemas com o álcool custam todos os anos cerca de €8,4 milhões (R$20,5 milhões) aos contribuintes daquele País. Por outro lado, cerca de 60% da população adulta britânica tem peso a mais ou é mesmo obesa.

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