A primeira viagem aérea intercontinental a energia solar já terminou. Veja as principais conclusões.

A primeira viagem aérea intercontinental a energia solar já terminou. Veja as principais conclusões.

Mal o piloto suíço Bertrand Piccard aterrou no aeroporto de Rabat, Marrocos, o co-fundador do Solar Impulse, Andre Borschberg revelou que este avião, movido apenas a energia solar, provou a sua sustentabilidade.

“O avião pode agora voar de dia e noite. É um grande espectáculo… e confirmou que podemos confiar nesta tecnologia”, explicou o também co-piloto, que foi recebido pelo chefe da Agência de Energia de Marrocos, Mustafa Bakkoury.

A última etapa da viagem, entre Madrid e Rabat, durou 19 horas. Um pequeno instante, se pensarmos que o projecto Solar Impulse arrancou em 2003 e que, desde então, já gastou €90 milhões (R$229 milhões).

Na terça-feira, quando o avião sobrevoava o Estreito de Gibraltar, os seus construtores já pensavam na Volta ao Mundo planeada para 2013. É o próximo grande passe para o Solar Impulse.

“O voo foi absolutamente maravilhoso, mas quase não o gozei porque tinha a responsabilidade de trazer este avião a Marrocos”, explicou Piccard.

Construído à base de 12 mil células solares, o avião começou a ser projectado por engenheiros da Schindler, a multinacional de elevadores, e do grupo químico Solvay. Um dos grandes desafios desta viagem foi colocar um avião lento no sistema aéreo comercial europeu. Depois deste sucesso, quem sabe se teremos um Solar Impulse comercial dentro de alguns anos?

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