América Latina: automóveis nas estradas aumentam a um ritmo de 4,5% por ano

América Latina: automóveis nas estradas aumentam a um ritmo de 4,5% por ano

Todos os anos, o número de automóveis nas estradas da América Latina aumenta 4,5%, de acordo com o Banco Mundial, que cita o estudo Inclusive Green Growth in Latin American & Caribbean. Esta é a maior taxa de motorização do mundo.

Numa altura que se debate o Rio+20, explica o Banco Mundial, há que ter em conta que a América Latina não é tão verde como se pensa. Esta região tem a maior população urbana do mundo – 81% -, sendo que 60% do PIB do continente provém das maiores 200 cidades. Ou seja, “qualquer mudança nesta subtil balança poderá afectar as economias da região”, continua o Banco Mundial.

Os últimos anos foram acompanhados de grandes mudanças no continente, que tem planos para estruturas hidroeléctricas e de gás natural que irão providenciar, respectivamente, 50% e 30% de toda a capacidade energética para os próximos 20 anos.

Por outro lado, a região deverá reduzir o consumo de electricidade, na próxima década, em 10%, devido às tecnologias de eficiência energética. Isto representa uma redução de €29 mil milhões (R$72,5 mil milhões) em energia.

Em muitos casos, nota o Banco Mundial, a América Latina serviu como laboratório regional para algumas das mais inovadoras investigações sobre sustentabilidade: os agricultores mexicanos são pagos para proteger as florestas e muitos países da América Central tomaram políticas de seguro contra o risco de catástrofes naturais, por exemplo.

O próximo grande objectivo é atingir o saneamento básico universal. Hoje, mais de 85% da população urbana está ligada a um sistema de água, enquanto a recolha de resíduos sólidos chega aos 93%.

Paralelamente, alguns países impuseram percentagens – até 10% – de protecção de territórios, o dobro da área de há duas décadas. Estas são boas notícias.

São estes os desafios da América Latina nas vésperas do Rio+20. Aproveitará, este continente, a boleia da Conferência do Desenvolvimento Sustentável para fazer a transição para a Economia Verde?

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