Henrique Mota, editora Princípia: “[Queremos ajudar] jovens investigadores em princípio de carreira”

Este ano, e pela primeira vez, a Sociedade Ponto Verde e a editora Princípia juntaram-se para promover um prémio especial para publicações e obras originais na área do ambiente. O prémio faz parte da 5ª edição do Green Project Awards e as inscrições estão abertas até ao próximo dia 15 de Junho.

O Green Savers falou com Henrique Mota, editor da Princípia, que explicou como podem as editoras contornar a falta de vendas das publicações técnico-científicas e, simultaneamente, ajudar os investigadores em início de carreira a transmitir a outros o seu conhecimento.

Quais as expectativas para este prémio entre a Sociedade Ponto Verde e a Princípia, que está incluído nos Green Project Awards?

Esperamos com este projeto contribuir para a divulgação da investigação científica desenvolvida em Portugal, nomeadamente por jovens investigadores em princípio de carreira, e para a disseminação de conhecimento que permita uma preocupação ambiental sustentada no conhecimento e na informação e não na afectividade e na suposição

Portugal está ainda bastante atrasado ao nível da publicação e ensaios académicos ligados à sustentabilidade e educação ambiental. Concorda?

Está neste campo da sustentabilidade e da educação ambiental como na maioria dos outros domínios técnico-científicos. A explicação para esta situação comum não está na falta de estudos, no desleixo dos investigadores e das suas escolas na divulgação dos estudos produzidos ou no desinteresse da academia e da opinião pública sobre estas (e outras) matérias, mas na pequena dimensão do nosso mercado, do país e da própria língua, que não permite publicar obras que sejam economicamente viáveis e que, desse modo, possam interessar e motivar as casas editoras. Aqui, como em tantas outras áreas da cultura e da educação, a qualidade não garante vendas. A única forma de superar e compensar a falta de mercado é através de apoios à edição e de parcerias editoriais, como foi possível neste caso.

A Princípia Editora esforça-se, desde a sua fundação, por publicar obras no domínio do ambiente, tendo-o feito sobre diversas perspectivas e segundo a abordagem e os contributos de diferentes ciências, como se pode verificar no nosso catálogo.

As inscrições começaram em Março. Já têm muitos candidatos?

Não, mas o prazo também ainda não acabou

Que conselhos dariam a quem está a pensar concorrer mas ainda não se decidiu se o deve fazer?

Não há conselhos, a não ser um: se o trabalho tem qualidade, segundo os padrões científicos e tendo em vista a divulgação de uma consciência ambiental sustentável, tem todas as razões para ser submetido ao júri.

Costumam propor-vos a publicação de livros de autores portugueses e relacionados com o ambiente e sustentabilidade?

Sim, mas pelas razões referidas anteriormente nem sempre podemos corresponder aos projectos que nos são submetidos para publicação.

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