Bioplástico 100% natural e biodegradável nasce das plantas

Uma empresa com sede em Southampton, no Reino Unido, espera ser capaz de comercializar um novo plástico 100% natural. O produto pode revelar-se significativamente mais sustentável do que os polímeros biológicos existentes e igualar o custo dos concorrentes derivados de petróleo.

O plástico é muitas vezes apontado como sendo o vilão do mundo material – a sua produção recorre ao uso de petróleo, é criado geralmente para uma única utilização e é difícil de eliminar do planeta.

No entanto, os esforços no desenvolvimento de plásticos naturais foram fortemente prejudicados por problemas de desempenho e pelo facto de se serem significativamente mais caros do que os seus homólogos. Por outro lado, muitos dos chamados “plásticos verdes” ainda dependem de produtos químicos à base de petróleo que lhes confiram a resistência e durabilidade de que precisam.

A Biome Bioplastics passou os últimos 18 meses a trabalhar na forma de substituir os restantes materiais à base de petróleo presentes nos seus bioplásticos por uma substância proveniente da lignina – um hidrocarboneto complexo originário das plantas, que lhes dá a sua textura e estrutura lenhosa.

A empresa acabou de ser premiada pelo Technology Strategy Board, apoiado pelo governo britânico, com uma bolsa no valor de €177 mil (R$ 458 mil), com a qual poderá avançar na investigação e lançar, espera-se, o produto para o mercado.

O material em causa é primeiro repartido usando enzimas encontradas nas bactérias presentes no estômago de térmitas. A equipa tem de identificar a hora exacta em que deve fazer as bactérias pararem de produzir enzimas e extrair as substâncias químicas resultantes da lignina.

A empresa recusou-se a divulgar o nome do químico específico que é extraído, uma vez que essa informação permanece comercialmente sensível. A lignina é vista como um substituto atraente para os produtos químicos à base de petróleo, geralmente utilizados na produção de plástico.

Segundo a Biomes Bioplastics, para além de reduzir o impacto ambiental dos plásticos, o novo polímero também tem a capacidade de reduzir significativamente os custos envolvidos.

Os bioplásticos são tipicamente duas a quatro vezes mais caros do que os comuns, mas esta nova substância poderá substituir os produtos químicos à base de petróleo, que são tradicionalmente o componente mais caro do plástico.

Se tudo correr bem, estaremos em breve perante o primeiro plástico de origem 100% natural e biodegradável.

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