Análises de hálito vão concorrer com análises sanguíneas e de urina

A medicina tradicional chinesa analisa há milhares de anos o hálito como forma de ter acesso a estados de saúde do ser humano. Esta técnica foi agora o ponto de partida para o desenvolvimento de uma tecnologia state-of-the-art para diagnosticar diversas doenças e até o stress.

Investigadores da ETH Zurique, na Suíça, em conjunto com o Hospital Universitário de Zurique estão a conseguir fazer evoluir esta técnica utilizando espectrometria de massa. No futuro, este método de análise poderá concorrer com as análises sanguíneas ou de urina.

Segundo o Gizmag, os cientistas modificaram os espectrómetros comerciais de massas para garantir a experiência, acrescentando amostras de hálito para proporcionar ar expirado a partir de uma peça para a boca – e directamente para dentro do instrumento.

Aqui, foram identificados dois factos importantes. O primeiro mostra-nos que a impressão química do hálito exalado mostrou um padrão de núcleo individual. O segundo levou esta impressão química a manter-se constante num período de tempo de 11 dias, tornando-a útil para análise médica.

Embora o método de espectro de massa mostre os picos de cerca de 100 compostos em ar, os investigadores são apenas capazes de identificar acetona nesta fase. O próximo passo será descobrir como a tecnologia pode reconhecer padrões de doenças específicas e, para isso, eles terão de trabalhar com os médicos do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário de Zurique, uma vez que é esperado que os pacientes com doenças pulmonares sejam mais propensos a produzir biomarcadores característicos.

“Se encontrarmos um padrão consistente em pacientes com doenças pulmonares específicas, podemos desenvolver uma ferramenta de diagnóstico”, explicou o pesquisador Pablo Martinez-Lozano Sinues.

Se tiverem sucesso na investigação, ela expandirá a metodologia para incluir outros grupos de doenças.

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