Maior observatório subaquático do mundo vai permitir estudo do oceano em tempo real

Maior observatório subaquático do mundo vai permitir estudo do oceano em tempo real

No nordeste do Oceano Pacífico, está a ser criado um sistema de sensores de alta tecnologia e cabos de fibra óptica que vai permitir o monitoramento e recolha de dados a partir do fundo do mar, em tempo real. Quando estiver concluído, este será o maior observatório submarino do mundo.

Muitos aspectos do oceano são incrivelmente difíceis de analisar com os métodos tradicionais. A deslocação em navios para o alto mar, de modo a estudar ambientes específicos, pode funcionar para algumas pesquisas, para outras pode também ser suficiente a monitorazação via satélite, mas para determinados locais – como o fundo do oceano perto de um vulcão subaquático em actividade – são necessários métodos mais elaborados.

A Regional Cabled Observatory Iniciative, financiada pela National Science Foundation, consiste na recolha e transmissão de dados e vídeo em tempo real, a partir de 12 sensores colocados no fundo do mar, para os cientistas e o público em geral.

Os sensores serão capazes de monitorizar a pressão, os níveis de oxigénio, as correntes de água profundas, a actividade sísmica, o som debaixo de água e muito mais, em locais-chave ao largo da costa noroeste dos Estados Unidos. Os três primeiros locais a serem incluídos estão em Hydrate Ridge (zona com metano), Axial Seamount (vulcão em actividade) e Endurace Array Newport Line (região de ressurgência costeira).

Os cabos de fibra óptica vão formar uma verdadeira rede no oceano e farão parte da NSF Ocean Observatories Initiative – uma infra-estrutura de 900 Km de cabos subaquáticos capaz de responder às necessidades de telecomunicações e energia.

“Os cabos de fibra óptica (…) vão levar energia eléctrica (até 200 KW) e largura de banda de telecomunicações (até 240 Gbits/sec) através dos oceanos, para atender às necessidades da ciência, educação e humanidade em geral”, explicou a NSF, de acordo com o TreeHugger.

Espera-se que esta rede de informação aquática comece a operar já neste Verão. Os dispositivos de monitorização poderão permitir ao público em geral assistir à vida marinha em actividade em locais que são inacessíveis à maioria de nós, ver uma erupção vulcânica submarina em tempo real, bem como oferecer aos cientistas e estudantes melhores dados acerca do estado real do fundo do mar.

Foto: Sob licença Creative Commons

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