Vítima de enfarte pedala por Portugal para alertar para a doença

Vítima de enfarte pedala por Portugal para alertar para a doença

Hélder Almeida, um médico assistente no Hospital de Portalegre, está a pedalar cerca de 70 quilómetros por dia pelo interior do país. Tudo por uma boa causa. “Ando de bicicleta de povoação em povoação. Faço um trajecto programado pela linha de fronteira, já que nos grandes centros urbanos há mais informação”, explicou o clínico, de acordo com o agregador O Meu Bem Estar.

O português, de 63 anos, foi vítima de um enfarte do miocárdio em 2010. Está recuperado e dispôs-se a partilhar a sua experiência para ajudar a população do interior do país.

A viagem começou a 1 de Abril, continuará sobretudo pelas regiões do interior de Portugal e tem a finalidade de contactar a população e dar-lhe “conselhos úteis e relatar uma realidade vivida”.

“Eu pedalo e faço um esforço físico significativo, para as pessoas perceberem que tive um enfarte e que posso tolerar este mesmo esforço, o que significa que há pessoas que também poderão ter essa possibilidade”, disse Hélder Almeida.

O percurso teve início em Portalegre, sendo que o médico-ciclista já passou por toda Beira Interior, Douro Superior e Mogadouro. Ontem chegou a Macedo de Cavaleiros.

“De Macedo de Cavaleiros vou traçar uma rota por Valpaços e pretendo chegar a Caminha daqui a três ou quatro dias, para depois descer até ao Algarve, terminando o périplo em Portalegre, onde tudo começou”, descreveu.

O médico tem como consultórios os quartéis de bombeiros das localidades por onde vai passando, locais onde dá palestras aos socorristas, bem como à comunidade em geral, apoiando-se por vezes, e quando as condições o permitem, em imagens recolhidas durante a colocação de um “stent” – um minúsculo tubo expansivo feito em aço inoxidável ou outros materiais, “que permite a circulação sanguínea em caso de insuficiência coronária”.

“Quando sofremos um enfarte, o doente não se pode deixar abater, ficar deprimido, ou pedir a reforma. O melhor é procurar sempre apoio médico, o que poderá em muitos casos ajudar a uma boa recuperação”, concluiu o médico-ciclista.

Foto: Sob licença Creative Commons

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