Árvores das montanhas podem combater alterações climáticas

Árvores das montanhas podem combater alterações climáticas

Se as temperaturas globais se elevarem drasticamente, como previsto, uma da soluções para combater este flagelo será a plantação de árvores em lugares mais altos, de acordo com um novo estudo publicado na Geophysical Research Letters. Segundo a pesquisa, realizada por equipas das universidades de Sheffield e Oxord, Inglaterra, estas árvores poderão ter um papel muito importante na remoção de CO2 da atmosfera.

A pesquisa foi desenvolvida nas montanhas do Peru e revelou que, nos locais mais altos e frios, o crescimento das raízes das árvores desacelera. Isto significa que as raízes não alcançam a profundidade suficiente, no solo, para romper as rochas abaixo e se unirem ao CO2, removendo-o da atmofera.

Se as temperaturas globais ficarem mais quentes, porém, a camada de material orgânico entre a raiz e a rocha apodrece mais rapidamente, torando-se menos espessa e permitindo que as raízes cheguem à rocha e iniciem o processo de remoção.

As áreas montanhosas são também importantes pelo seu material vulcânico, como granito e basalto. Estes elementos contêm mais cálcio e magnésio que os sedimentos das terras baixas, tendo um maior efeito sobre os níveis de CO2.

Segundo o Planeta Sustentável, os investigadores afirmam que esta teoria sugere que ecossistemas montanhosos agiram como um termostato do planeta, enfrentando o risco de aquecimento ou resfriamento excessivos por milhões de anos.

“Uma série de eventos climáticos nos últimos 65 anos resultou na elevação e queda de temperaturas. No entanto, o processo de remoção que regula o CO2 na atmosfera pode ser contido pelas florestas que crescem nas partes montanhosas do mundo. No passado, este processo pode ter impedido que as temperaturas chegassem a níveis muito perigosos para a vida”, disse, ao Red Orbit, Chris Doughty, chefe do estudo.

Foto: winterriot / Creative Commons

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