Green House: um hostel ecológico e sustentável made in Peniche (com FOTOS)

Green House, hostel ecológico no Baleal

O litoral português, sobretudo o da região Oeste, está cada vez mais na rota do surf mundial, trazendo milhares de praticantes por ano e, com eles, investimento e dinamização da economia local.

Com a chegada de turistas, a hotelaria local teve – e tem – de reestruturar a sua oferta e serviços. E a melhor maneira de o fazer é através das ofertas ligada ao turismo sustentável, ou não fossem os surfistas verdadeiros embaixadores dos mares e do ambiente.

Uma das mais recentes ofertas é o Green House, um hostel que aposta num conceito ecológico e sustentável. “Tanto o mobiliário como a decoração resultam do aproveitamento de materiais reciclados, o que nos dá um ambiente natural e convidativo”, explicou ao Green Savers a responsável pelo hostel, Ana Cabral. Todas as peças existentes podem ainda ser adquiridas pelos hóspedes ou visitantes, de acordo com a responsável.

Por outro lado, as lâmpadas utilizadas na iluminação do hostel são de baixo consumo e o Green House privilegia o uso de detergentes ecológicos. Há também uma “sistema de troca de serviços”, em que voluntários oriundos dos mais diversos países realizam pequenos trabalhos, de acordo com a sua experiência e motivação. “Em troca de alojamento e pequeno-almoço, eles contribuem em pequenos trabalhos de criação e melhoramento de mobiliário, apoio em acções promocionais ou de gestão”, explica Ana Cabral.

O pequeno-almoço servido diariamente é caseiro: o pão é feito no próprio hostel, sendo a fruta da época comprada directamente ao produtor. “Com ela fazemos o sumo natural e as compotas”, frisa a responsável.

O Green House é ainda responsável pela dinamização de trocas ligadas à solidariedade. “Fomos pioneiros, neste tipo de acções, no Baleal e Peniche. Fazemos troca de roupa e de livros (disponíveis o ano todo); venda de produtos gourmet cuja venda reverte a favor de IPSS (como a CERCI Peniche, que produz produtos gourmet); recolha de donativos em géneros para IPSS (como a Associação Aconchego, que recebe roupas e outros donativos para crianças em risco); e apostamos em artesãos locais”, conclui a responsável.

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1 comment

  1. Sofia Lima

    É “IPSS” e não “ISS” (Instituições particulares de solidariedade social) e as Cercis não são IPSS.

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