Já pensou em cozinhar para o seu animal de estimação?

Já pensou em cozinhar para o seu animal de estimação?

Giuliana Capello é uma jornalista brasileira especializada em ambiente e sustentabilidade – construções sustentáveis e permacultura, sobretudo – e autora do livro Meio Ambiente  Ecovilas. Esta semana, a jornalista escreveu um texto que tem tudo para ser polémico: ela contou, no Planeta Sustentável, como passou a cozinhar para os seus cães, colocando de lado a ração.

“Há quatro meses que não entro numa loja de animais para comprar ração para as minhas cadelas”, explica a jornalista no início do texto.

Segundo Giuliana, a sua cadela, Sofia – que adoptou há onze anos – não gosta de ração. “Cheguei a testar várias marcas e nada, nenhum sinal de aprovação do cardápio. Mas a minha rotina, quando ainda morava em São Paulo, era atribulada e a ração era o que havia de mais prático ou possível para mim naquele período”, conta.

Para compensar a “cara de insatisfação” sempre que vinha a ração, Giuliana começou a acrescentar caldos de carne e pedaços de frango no prato da cadela Sofia – estes eram devorados rapidamente.

Durante algum tempo, Giuliana consultou vários veterinários, que foram categóricos em afirmar que nada substitui uma boa ração e que apenas os fabricantes sabem equilibrar a dose certa de nutrientes.

Em 2012, Giuliana adoptou outra cadela – Naná – cheia de apetite… mas não para ração. A jornalista continuou com o esquema de juntar caldos de legumes ou pedaços de carne à ração das duas cadelas, até que mudou de casa, para uma ecovila a 100 quilómetros de São Paulo.

Na nova morada, pôde finalmente mudar de hábitos. Leu alguns artigos de veterinários “mais alternativos”, que defendem uma alimentação natural para cães e gatos, e resolveu “arriscar”.

“Decidi fazer um teste durante algum tempo, monitorizando o comportamento das meninas”, escreveu.

A primeira refeição teve arroz integral com cenoura, abóbora, salsa, carne desfiada com caldo. “Foi uma alegria. Vi os olhos dela a brilhar, o rabo a balançar intensamente, uma agitação de quem sente prazer com todos os sentidos”, frisou a jornalista.

Giuliana passou então a cozinhar “paneladas de arroz com legumes e carne”, variando nos ingredientes para não enjoar e evitar a falta de algum nutriente importante. “Às vezes pico umas folhas de espinafre ou couve no arroz a ser preparado, mudou um pouco as opções de legumes e ervas para temperar – já usei beringela, abóbora ou folhas de cenoura”, frisou.

A jornalista diz as cadelas não mudaram o peso e ficaram com uma cara “ainda mais saudável”. “O pelo das duas melhorou, ficou mais brilhante, viçoso. Do humor e disposição nem se fala. Ambas estão saltitantes, parecem sorrir à toa. E nunca mais atirei comida para o lixo, algo que acontecia com frequência, sobrar ração no prato e acabar na compostagem”.

Duas semanas depois de ter mudado o regime alimentar de Sofia e Naná, Giulina aventurou-se até à veterinária. Ao contrário do que pensava, esta elogiou a condição de Sofia. “Disse que eu podia ficar tranquila, que estava tudo bem. Recomendou apenas um suplemento vitamínico, para garantir que não falta nada de essencial”, concluiu Giuliana.

Foto: Carters Collection / Creative Commons

E o leitor, que alimentação dá aos seus cães? Ração ou os seus próprios alimentos? Partilhe connosco os seus hábitos de alimentação canina nos comentários desta notícia, no Twitter ou Facebook

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